Educação

Estudantes de Teixeira de Freitas desenvolvem casa biodegradável para animais domésticos


O projeto tem o objetivo de contribuir para a diminuição do impacto ambiental causado pela decomposição do bagaço


29/01/2018 - às 15:01h
Por Bell Kojima

 

Os estudantes do curso técnico em Química, do Centro Territorial de Educação Profissional do Extremo Sul (CETEP), localizado em Teixeira de Freitas, no Extremo Sul do Estado, desenvolveram uma casa biodegradável para animais de estimação utilizando o bagaço da cana-de-açúcar como matéria-prima. O projeto tem o objetivo de contribuir para a diminuição do impacto ambiental causado pela decomposição do bagaço, geralmente descartado no lixo de forma inadequada.

O bagaço, abundante na cidade devido à presença de indústrias alcooleiras e plantações de cana-de-açúcar, foi coletado em lanchonetes que vendem caldo de cana. Para a construção das placas utilizadas como estrutura da casa, os estudantes fizeram várias pesquisas para obter um aglomerado forte, sustentável e de boa qualidade.

O secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, destaca que a secretaria tem estimulado o desenvolvimento de projetos com foco na resolução de problemas enfrentados pelas comunidades onde as escolas estão inseridas.

   “Através de projetos estruturantes, a secretaria incentiva os estudantes no desenvolvimento de projetos inovadores que aliam o conhecimento obtido em sala de aula com atividades práticas, com foco na sustentabilidade e na resolução de gargalos, com foco no social.

Renan Ramos Sousa (22 anos), falou sobre a utilização do material.

   “Fizemos a casa para mostrar que o aglomerado de baixo custo pode substituir o compensado de madeira e, também, pode ser usado na fabricação de outros produtos como móveis, blocos de construção e vasos de plantas. Outra questão importante é que por ser orgânico, o aglomerado é antifúngico e biodegradável”, afirma o estudante.

Seus colegas Vinicius Amerik Costa (18) e Luiza Souza Gonzaga (18), destacaram a importância do projeto.

   “É uma alternativa de intervenção na sociedade para evitar o impacto no maio ambiente”, diz Vinicius.

   Já Luiza completa que “é um projeto inovador no qual nos dedicamos muito para solucionar um problema tendo como foco a sustentabilidade”.

   A professora e orientadora do projeto, Franciele Soares, ressalta que “podemos entender essa construção como um passo para o desenvolvimento sustentável, reaproveitamento de materiais, iniciação cientifica para o ensino médio técnico e principalmente no que tange a pesquisa aliada ao regional pois, a mesma explora materiais que temos no Extremo Sul, a cana de açúcar”.

 

Produção do aglomerado

 

O compensado foi feito através da trituração do bagaço de cana adicionado em um balde contendo o produto “barrilha leve”, também conhecido como carbonato de sódio. Após a mistura descansar por 12 horas, o conteúdo foi lavado para a retirada dos resíduos, levado à fervura com água e depois batido no liquidificador por cerca de cinco minutos.

A solução obtida foi adicionada a uma goma feita com uma xícara de água, 1 kg de farinha de trigo e 1 litro de resina. Além disso, misturou-se o material com algumas gotas de formol. A massa formada foi moldada dentro de uma forma forrada com um plástico, que ficou secando por aproximadamente quatro dias.

Agora retire delicadamente a massa já seca de dentro puxando o plástico para fora. Depois de completamente seco, passou-se verniz ou impermeabilizante na placa.


Por Ascom/Secretaria da Educação do Estado da Bahia

Edição Bell Kojima


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