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Preguiça-de-coleira é avistada nos plantios de eucalipto da Fibria

preguica-de-coleira

Uma preguiça-de-coleira ou preguiça-preta, assim conhecida devido à pelagem castanha com longos pelos negros na nuca, foi avistada recentemente em meio a um dos plantios de eucalipto da Fibria, na região de Mata Limpa, em Aracruz, no norte do Espírito Santo.

Segundo o técnico de pesquisa de campo do Centro de Tecnologia da Fibria, José Francisco Pissinati, esse tipo de preguiça tem presença marcante nas áreas de preservação da Fibria e entorno. Desde 1991, 23 registros desta espécie foram feitos em três municípios do Espírito Santo (Aracruz, Domingos Martins e Serra) e um município da Bahia (Vereda).

   “A presença de espécies como essas nas áreas florestais da empresa atesta que o modelo de manejo praticado pela companhia favorece a conservação da biodiversidade”, destaca Pissinati.

O coordenador de Meio Ambiente Florestal da Fibria, Marcelo Gomes da Silva Pereira, reforça que as áreas da Fibria oferecem proteção para esses animais.

   “Elas servem como trânsito para deslocamento desta espécie entre os fragmentos de florestas nativas”, afirma Marcelo.

O registro do animal foi feito pelo colaborador Lucas dos Santos Gomes, da Emflora, empresa parceira da Fibria nas atividades de silvicultura. Graças ao seu olhar atento na floresta e colaboração na captação da imagem, foi possível cadastrar a espécie encontrada em um banco de dados de Biodiversidade. Neste sistema, são organizados e incorporados os números de espécies da Fauna e Flora brasileira encontrados na Fibria.

A espécie Bradypus torquatus é típica da Mata Atlântica, mede cerca de 50 centímetros de comprimento e é encontrada principalmente nos estados da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

   Ela é classificada, segundo a lista vermelha da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza), com grau de ameaçada vulnerável, ou seja, há evidências de sua extinção num futuro próximo.

A preguiça-de-coleira já foi alvo de dissertação de mestrado da bióloga Paula Lara Ruiz. Com o apoio da Fibria, ela realizou um estudo de diversidade genética e filogeográfica do animal, pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais.

A biodiversidade existente nas áreas florestais da Fibria é alvo de estudos e monitoramentos que buscam conhecer, proteger e ampliar as espécies e as populações de fauna e flora nativas, além de favorecer a qualidade ambiental das áreas mantidas pela companhia.

   As florestas plantadas entremeadas pelas áreas de conservação servem de abrigo, área de reprodução e trânsito para inúmeras espécies da fauna, incluindo as 159 espécies consideradas vulneráveis ou ameaçadas de extinção pelo Ibama.

A Fibria conta com um banco de dados relativo à biodiversidade em suas áreas que reúne 738 espécies de aves, 133 espécies de mamíferos, 2.192 espécies de plantas e 76 répteis.


 

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