Polícia

“Minha arma é minha mente”, diz sequestrador em depoimento a delegado

14/11/2017 - às 13:11h
Por Franciele Pinho

Ademir Lúcio Ferreira chegou ao Espírito Santo na noite desta segunda-feira

O acusado de sequestrar a menina Thayná de Jesus, de 12 anos, Ademir Lúcio Ferreira, preso em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, nesta segunda-feira (13), foi apresentado oficialmente  na manhã desta terça-feira durante coletiva de imprensa na Secretária de Estado da Segurança Pública (Sesp).

Segundo o delegado-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Lopes, durante o depoimento na noite desta segunda-feira (13), questionado se possuía arma de fogo, Ademir disse que a única arma que ele tinha era a mente dele. “Ele tem uma mente muito criativa. Já veio com a história dele montada. Diz que a menina o seduziu, depois contou a versão do acidente, que ela teria caído na lagoa. Era esse tipo de ser humano que a gente estava caçando e que a gente conseguiu prender”, afirmou Lopes.

Segundo Lopes, Ademir foi ouvido por mais de três horas e, durante o depoimento, entrou em contradição diversas vezes.

“Ele é um artista, tive paciência de ouvir ele falar por mais três horas ontem (segunda). Ele quis convencer a gente que a menina de 11 anos (violentada antes do sequestro de Thayná) o seduziu. E depois quis convencer que a menina Thayná fugiu dele, sofreu um acidente e morreu. Ele até tentou ajudar ela, mas não conseguiu. E desesperado, com medo de morrer, fugiu e procurou o advogado dele. Disse que conhece a mãe de Thayná, embora ela nãos e lembre dele”, detalhou o delegado.

Ainda de acordo com José Lopes, a polícia prefere manter as informações sobre o processo de investigação em sigilo, para evitar que o acusado invente novas histórias.

“A investigação está no início. Agora é a parte mais difícil, provar que ele está mentindo. Por enquanto não tem nada que indique a participação de outras pessoas, mas se for necessário ouviremos outras pessoas, podemos ouvir ele novamente, voltar a lagoa. Ele adora Facebook, acompanhou tudo até agora. Tudo que a gente fala, que sai na imprensa, ele já cria uma história em cima daquilo. Por isso, é melhor que as coisas sigam em sigilo”, justificou.

ACUSADO SE RECUSA A FALAR SOBRE CRIME

Diante da imprensa, Ademir se recusou a dar explicações e se manteve sempre de cabeça baixa. Sem encarar as câmeras, voltou atrás nas declarações que deu em vídeo que circula pela internet, e negou que tenha oferecido dinheiro para ter relação sexual com Thayná: “não ofereci nada”. E afirmou que fugiu para Porto Alegre por que “eles queriam me matar”.

Não tenho nada a dizer para vocês (imprensa). Eu não tenho que falar com a sociedade, só com a Justiça. Só vou falar em juízo.

Ademir Lúcio Ferreira

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