Polícia

Policiais acusados de assassinar preso em Porto têm prisões decretadas e já são considerados foragidos

17/07/2012 - 14h25

Os investigadores da Polícia Civil Otávio Garcia Gomes, 43 anos, Joaquim Pinto Neto, 42, Robertson Lino Gomes da Costa, 44, lotados na Delegacia Territorial de Porto Seguro, além de Murilo Bouson de Souza Costa, 22, filho de Robertson, diretamente envolvidos com a morte do custodiado Ricardo Santos Dias, 21, já são considerados foragidos da Justiça.

Com mandado de prisão preventiva expedida nesta segunda-feira (16), pelo juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Porto Seguro, André Marcelo Strogenski, o quarteto é apontado como responsável pela morte de Ricardo, que sofreu diversas agressões na noite de sábado (14), na carceragem da delegacia local e, mesmo socorrido para uma unidade de saúde, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Por determinação do secretário Maurício Barbosa, o corregedor-geral da Secretaria da Segurança Pública, Nélson Gaspar, e a corregedora da Polícia Civil, delegada Iracema Silva de Jesus, vieram para Porto Seguro, acompanhar as investigações, presididas pelo delegado Evy Paternostro, titular da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, com sede em Eunápolis e responsável também com base de atuação em Porto Seguro.

De acordo com o corregedor-geral, as investigações estão avançadas.  “Testemunhas já foram ouvidas e os exames periciais requisitados. Agora só resta a polícia cumprir os mandados de prisão dos acusados”, informou.

O inquérito conta ainda com imagens registradas pelas câmeras de seguranças instaladas na Delegacia de Porto Seguro, que mostram o momento da entrada e da saída dos acusados no dia e no local do crime.

Integrantes da Coordenadoria de Operações Especiais (COE) e do Departamento de Investigação Policial (DIP), unidades da Polícia Civil, também já estão em Porto Seguro para auxiliar na captura dos envolvidos, enquanto o Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela realização de perícias no local, anunciou que os laudos ficarão prontos dentro de 10 dias.

Além de submetidos a um inquérito criminal, os investigadores responderão também a um processo administrativo disciplinar, que poderá resultar na demissão do trio dos quadros da Polícia Civil da Bahia.

Fonte teixeiranews


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