Não falta trabalho para brasileiros no exterior
O sonho de morar fora para ter uma experiência internacional na carreira deu um passo mais largo. Cada vez mais, profissionais têm buscado sair e fincar raízes. Os países, por sua vez, querendo movimentar a economia com a força do trabalho jovem, também têm criado programas para agilizar e até mesmo incentivar a absorção desses ávidos brasileiros.
No Canadá, por exemplo, é comum a preferência para jovens solteiros, com menos de 30 anos, com experiência profissional, formação acadêmica com pós, sem filhos e alto nível de proficiência do idioma. É uma seleção bem elitista, que quer apenas os melhores para compôr a força de trabalho local. Já na Austrália e Nova Zelândia, os quarentões e cinquentões, respectivamente são bem-vindos.

Ela faz um adendo: — A saúde pública tem um sistema ruim no Canadá, pois é preciso primeiro ir a um médico da família, que costuma atende rapidamente e mal, para depois ir a um especialista. E a consulta pode demorar semanas.
Já na Nova Zelândia e Austrália, ambas na longínqua Oceania, os processos são parecidos para quem quiser tentar a migração qualificada. O primeiro passo é ver se sua profissão consta na lista de ocupações carentes nestes países. Nos dois casos, deve-se entrar nos sites oficiais (na capa) e enviar uma explicação de como poderá contribuir com a economia do país e porquê quer se mudar, o chamado “Expression of Interest (EOI). O candidato selecionado terá de enviar uma vasta documentação e, somente se aprovado, é que poderá entrar com o pedido de migração permanente.
A Irlanda e Rússia estão com programas que oferecem bolsas de estudo para pós-graduação. Na Irlanda, o interessado deve se candidatar diretamente com as universidades (http://bit.ly/2ou44f1). Entre os requisitos, não pode ser europeu e precisa ter excelência acadêmica e profissional, e boas habilidades de comunicação para concorrer.