Destaque

Marielle: o que se sabe e o que é mistério na morte da vereadora

16/03/2018 - 14h10

vereadora do Rio de Janeiro Marille Franco(Psol) foi assassinada a tiros na noite da última quarta-feira (14), no bairro do Estácio, região central da cidade. Alguns pontos das investigações sobre os responsáveis pelo crime já foram revelados pela Polícia Civil e outros, no entanto, seguem em mistério.

Foi execução?

O que se sabe

vereadora foi morta com quatro tiros no rosto. O carro onde ela estava, ficou com marca de nove disparos e nada das vítimas foi levado pelos autores. Marielle havia acabado de participar de um evento com jovens negras no bairro da Lapa, região central do Rio de Janeiro. Saindo do evento, ela foi assassinada a menos de três quilômetros de distância, no bairro Estácio (também na região central).

O que é mistério

Apesar de os autores do crime terem atingido a vereadora Marielle e o motorista Anderson Pedro Gomes na região da cabeça, a polícia não confirma que foi uma execução. Nada foi roubado. Segundo o chefe da Polícia Civil do Estado do Rio, Rivaldo Barbosa, nenhuma possibilidade está descartada.

Quem investiga?

 

O que se sabe

Entidades internacionais e políticos pediram apuração imediata e rigorosa do crime contra a vereadora. O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro disse que “a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro tem capacidade para resolver esse caso”. No momento, o caso está sendo investigado pela Delegacia de Homícidios.

O que é mistério

Polícia Federal ofereceu apoio à Polícia Civil do Rio de Janeiro na investigação do caso. O chefe Barbosa disse que receberá a ajuda de qualquer instituição que quiser contribuir na apuração, mas deu sinais de que não contará com a ajuda da Polícia Federal. Depois disso, não há informação sobre a função da PF na investigação do crime.

Como os autores agiram?

O que se sabe

 

Investigações da Polícia Civil apontam que os autores do assassinato de Marielle estavam em um Chevrolet Cobalt da cor prata, e usaram uma pistola nove milímetros para matar a vereadora e o motorista Anderson, que estavam em um Chevrolet Agile branco. O crime aconteceu por volta das 21h30, quando o carro dos autores parou paralelo ao das vítimas e efetuou os disparos.

O que é mistério

Uma jornalista publicou nas redes sociais a direção para onde os autores teriam ido após o crime. As informações de suspeitos, no entanto, segue sem nenhuma confirmação por parte das autoridades. O local do crime fica a 1,2 km do Batalhão de Polícia de Choque.

Qual o último trajeto?

 O que se sabe

O último trajeto feito pela vereadora foi da Casa das Pretas, onde organizou o evento, para o local do assassinato, no Estácio. Levantamento  aponta que o caminho feito por Marielle e o motorista Anderson conta com pelo menos cinco câmeras de monitoramento que podem ajudar nas investivações. As câmeras estão posicionadas nas ruas do Senado, Carlos Sampaio, Frei Caneca, Estácio de Sá e avenida Salvador Sá.

O que é mistério

Ainda não há pistas se os autores do crime seguiram a vereadora e o motorista durante o último trajeto que fizeram ou se estavam aguardando em determinado ponto. As cãmeras de monitoramento das vias podem auxiliar nesse sentido, no entanto, ainda não existe nenhum posicionamento das autoridades que investigam o crime sobre isso.

As denúncias feitas pela vereadora têm relação com o crime?

O que se sabe

Marielle tinha forte atuação na luta por direito das mulheres, negros e pobres. Nesta militância voltada à defesa dos direitos humanos, a vereadora denunciava com frequência episódios de violência envolvendo a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Na última semana, ela compartilhou reportagens e protestos sobre atuações policiais na favela de Acari, apontando que “o 41° batalhão [da PM] é conhecido como Batalhão da Morte”.

O que é mistério

Políticos próximos e amigos da Marielle disseram não saber de nenhuma ameaça sofrida pela vereadora. Ela mesma, apesar de publicar com frequência episódios de violência nas comunidades do Rio de Janeiro, não relatava nenhum tipo de ameaça pessoal que sofria. Embora tenha direcionado as críticas a um batalhão específico durante a última semana, a vereadora também publicava críticas à intervenção federal no Rio de Janeiro.

Milhares de pessoas foram às ruas na noite de quinta-feira (13) para protestar contra o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Pedro Gomes

Fonte: R7


Deixe seu comentário