Vieram à tona, então, fitas das sessões de psicanálise, em que os assassinatos dos pais eram discutidos. As fitas acabaram sendo admitidas como provas do caso.
O julgamento dos irmãos começou em 1993, mas em duas ocasiões os jurados não conseguiram chegar a um acordo quanto à culpa ou inocência dos Menendez. O caso então voltou a ser julgado em 1995, levando à condenação.
No ano seguinte, a Justiça ordenou que eles fossem mantidos separados, depois de um investigador do caso ter dito que eles poderiam planejar uma fuga juntos.
Nunca mais eles haviam se encontrado ou falado ao telefone. Há relatos apenas de que tenham escrito cartas um para o outro e jogado xadrez à distância, descrevendo a movimentação das peças pelo correio.
Até que, em fevereiro deste ano, Lyle Menendez teve seu nível de periculosidade reduzido e foi transferido de prisão, para à Unidade Corretiva RJ Donovan, em San Diego, com 3,9 mil detentos – sendo um deles Erik Menendez.
Na última quarta-feira, eles receberam autorização para “interagir entre si e com todos os detentos da unidade”, segundo explicou à Associated Press a porta-voz do departamento prisional do Estado, Terry Thornton.
Robert Rand, jornalista que acompanha o caso desde 1989 e em 2017 deu consultoria a um programa de TV sobre os Menendez, afirma que ambos “foram imediatamente às lágrimas” ao se reencontrar.
Em uma entrevista à TV americana no ano passado, Lyle disse que ele e seu irmão têm “um laço muito forte”.
Em outro depoimento, ele falou sobre sua mãe, novamente trazendo à tona a acusação de que ela teria feito vista grossa aos supostos abusos sexuais cometidos pelo pai contra os dois meninos.
“Eu amo a minha mãe, ainda choro por ela, e não a perdoo”, disse Lyle em setembro. “A vida dela terminou, e as nossas essencialmente também, por causa dessa decisão dela de não contar (denunciar) o que aconteceu. Que tipo de mãe deixa isso acontecer?”
Fonte: BBC Brasil
Erik Menendez (à esq) e Lyle Menendez mataram os pais com tiros de espingarda
Os irmãos Menendez durante seu julgamento: eles disseram ter sido abusados pelo pai; promotoria afirmou que crime foi por causa da herança