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“Pastor” usou combustível para acelerar incêndio

23/05/2018 - 22h04

George Alves, acusado de matar irmãos, Joaquim Alves Salles (3 anos), filho, Kauã Salles Butkovsky (6 anos), enteado

O pastor George Alves mentiu à polícia sobre a forma como o incêndio aconteceu e usou combustível para que o fogo se propagasse mais rápido. As informações foram repassadas em coletiva de imprensa sobre as investigações do caso na manhã desta quarta-feira (23).

O trabalho do Corpo de Bombeiros e as investigações da Polícia Civil revelaram que os irmãos Joaquim Salles Alves (3 anos), e Kauã Salles Butkovsky (6 anos), foram encontrados no foco inicial do incêndio, na noite do dia 21 de abril.

Logo após o incêndio, George Alves chegou a afirmar que o fogo teria começado no ar-condicionado e que ele teria escutado os gritos das crianças. O cenário que o Corpo de Bombeiros encontrou no dia do incêndio, no entanto, é completamente diferente do que relatou o pastor.

Ferrari, Tenente-coronel do Corpo de Bombeiros

   “As crianças foram encontradas no foco inicial do incêndio, onde o fogo se desenvolveu mais. Isso é incomum num incêndio. Geralmente, as vítimas tentam se distanciar do fogo. As crianças estarem no local do incêndio, não terem fugido, é uma explicação de que elas estariam inconscientes. Mas ele (o pastor) disse que ouviu os meninos chamando por ele e isso já nos alertou“, afirmou o Tenente-coronel Ferrari, do Corpo de Bombeiros.

Ainda de acordo com o Tenente-coronel, o incêndio aconteceu muito rápido. As investigações mostraram que George ateou fogo nas crianças vivas, porém desacordadas, e usou combustível para acelerar o incêndio.


Edição Bell Kojima/Repórter Coragem


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