Depois da greve dos caminhoneiros, empresas se preparam para disputas na Justiça
Passada a greve dos caminhoneiros, que parou o país por 10 dias e deixou um rastro de prejuízos nas empresas, advogados já antecipam uma série de processos judiciais e arbitragens entre companhias nos próximos meses diante dos problemas desencadeados pela paralização.
Ela acrescenta que as empresas criaram uma verdadeira força-tarefa para lidar com possíveis contenciosos.
— Elas estão olhando para todos os contratos para saber se é o caso ou não de exclusão de responsabilidade ou obrigação. Em alguns casos, a empresa pode notificar fornecedores ou clientes para informar que a interrupção do contrato se deu por motivo de caso fortuito e força maior. Mas é preciso analisar cada contrato — disse.
Pouco efeito nos seguros
As companhias também estão contratando advogados para revisar suas apólices de seguro para entender se há cobertura para prejuízos causados pela greve. Cássio Amaral, sócio da área de seguros do Mattos Filho, explica que uma particularidade das apólices de seguros deve fazer com que o acionamento de apólices seja limitado.