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Marcello Miller e Joesley Batista viram réus por corrupção

28/06/2018 - 15h38

Joesley Batista, empresário e Marcello Miller, ex-procurador da República

A Justiça Federal de Brasília aceitou nesta quinta-feira a denúncia contra o ex-procurador da República Marcello Miller e o empresário Joesley Batista, por supostas irregularidades nas tratativas da delação premiada dos executivos da J&F, controladora da JBS.

   Miller é suspeito de corrupção passiva e Joesley, de corrupção ativa.

Com essa decisão, Miller se torna o primeiro investigador que integrou o Grupo de Trabalho da Lava-Jato na gestão do ex-procurador-geral Rodrigo Janot a responder por suspeita de corrupção.

Também se tornaram réus a advogada Esther Flesch e o ex-diretor Jurídico da J&F Francisco Assis e Silva.

Os quatro foram denunciados na segunda-feira pela Procuradoria da República no Distrito Federal.

A denúncia afirma que Miller “serviu a dois senhores” ao atuar em favor dos executivos enquanto ainda ocupava o cargo de procurador.

O advogado de Joesley, André Luis Callegari, divulguo nota afirmando que Joesley “nunca ofereceu qualquer vantagem indevida a Marcello Miller” e que “eventual irregularidade” na contratação do ex-procurador deve recair sobre o escritório de advocacia.

   Também em nota, a defesa de Francisco de Assis disse que ele não tinha motivos para suspeitar de “qualquer irregularidade na atuação” de Miller, e que o advogado “colaborou com a investigação, deixando claro que jamais procurou obter qualquer vantagem indevida no MPF“.

   Na segunda-feira, depois da apresentação da denúncia, a defesa de Miller afirmou que a acusação “não consegue descrever um único ato de solicitação, aceitação ou recebimento de vantagem indevida por Miller“, porque “isso simplesmente não aconteceu“.


Edição Bell Kojima/Repórter Coragem


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