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Advogados de Lula brigam e ex-presidente tenta conter crise em sua defesa

29/06/2018 - 11h28

Eugênio Aragão, advogado do PT e ex-ministro e Sepúlveda Pertence

Não é a primeira vez que os advogados do ex-presidente Lula entram em discordância. Em mais uma demonstração da crise da assessoria jurídica petista, o advogado do PT e ex-ministro Eugênio Aragão explicitou nesta quinta-feira (28) sua discordância com o Sepúlveda Pertence.

Em choque com a equipe, Sepúlveda decidiu se afastar até conversar pessoalmente com o cliente.

Em meio à tensão, Aragão afirmou que não tem cabimento o pedido apresentado por Sepúlveda para que Lula cumpra pena em casa.

   Segundo ele, nada justifica a detenção do ex-presidente porque o artigo 319, na qual se basearia, serve para a prisão preventiva, “não para uma inconstitucional antecipação de pena“.

Outro defensor de Lula, Cristiano Zanin desautorizou Sepúlveda, publicamente, ao negar autoria de pedido de prisão domiciliar para ex-presidente. Zanin chegou a justificar sua decisão, contrária à de Sepúlveda, ao comando do PT. Ao participar da reunião petista, por teleconferência, Zanin afirmou que Lula rechaça a ideia de cumprir pena em casa.

Na opinião de petistas, Sepúlveda não teria apresentado o pedido de prisão domiciliar sem um sinal de possibilidade de vitória do Supremo Tribunal Federal (STF). Já a posição de Zanin, apoiada por Lula, está longe de ser consensual no partido.

   Petistas alegam que, em casa, Lula poderia receber seus aliados para comandar a articulação de alianças e a estratégia de campanha.

Do cárcere, se comunica por intermédio de seus advogados, visitantes ocasionais e bilhetes.

Lula pediu para Sepúlveda ir visita-lo em Curitiba.


Edição Bell Kojima/Repórter Coragem


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