Política

STF ouve últimos réus do mensalão

15/08/2012 - 22h46

No décimo dia de julgamento, nesta quarta-feira (15), os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ouviram as defesas dos últimos três réus do mensalão. A primeira argumentação de defesa foi a de José Luiz Alves, ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto no Ministério dos Transportes, acusado de sacar R$ 600 mil do esquema. O advogado afirmou que Alves “sabia da existência das dívidas, sabia que o PT era coligado ao PL [hoje PR] e não viu nada de estranho no fato de o partido pagar os débitos de campanha de Adauto”. Em seguida, foi a vez da defesa de Duda Mendonça falar. Ele é acusado de receber R$ 11 milhões do valerioduto, dinheiro que não declarou, e transferir ilegalmente o montante para contas no exterior. Luciano Feldens, advogado de Duda, questionou o motivo de Luiz Inácio Lula da Silva não ser indiciado, enquanto seu cliente, que fez a campanha pessoal do ex-presidente, foi acusado. “Causa perplexidade”, definiu. Por fim, foi a vez do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, defender Zilmar Fernandes, sócia na agência de publicidade e acusada de sacar pessoalmente R$ 1,4 milhão do valerioduto para Duda Mendonça. Kakay afirmou que “não existiu o mensalão” e que “isso está provado nos autos”. Além disso, criticou o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. “O que existiu é a tese de defesa do delator, homem sem credibilidade. A palavra dele não vale nada”, opinou.

Fonte bahianoticias


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