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Semana Especial: O trabalho da DEAM em Teixeira de Freitas

16/08/2018 - 10h11

Em mais um episódio da nossa série especial, a redação do Repórter Coragem esteve em visita na DEAM (Delegacia Especial de Apoio à Mulher), para saber um pouco mais de como é feito o trabalho de proteção à vítimas de agressão na cidade de Teixeira de Freitas.

Conversamos com a delegada adjunta, Dra. Kátia Cielber Guimarães, que nos falou um pouco sobre a rotina da delegacia, e de como é feita a triagem e o acompanhamento da vítima após registrada a ocorrência. Falou também sobre o incrível trabalho realizado pelas outras instituições ligadas à DEAM, como o CRAM (Centro de Referência de Assistência à Mulher), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), CODDIM e Defensoria Pública, que oferecem desde atendimento psicológico à atendimento jurídico em favor da padecente.

“Já atendemos casos bárbaros aqui na DEAM, mas graças às outras instituições linkadas à nossa corporação, conseguimos fazer um trabalho desde o atendimento psicológico até o serviço de assistência social às vítimas que não tem recursos para se manter sem o agressor.”

Ainda em entrevista, Dra. Kátia acrescenta que a delegacia tem realizado trabalhos notáveis e que atualmente, apenas cerca de 30% dos casos têm desistência por parte da vítima. Em 2018, os casos de violência doméstica tem surtido um aumento, mas isso não precisa ser necessariamente algo ruim, segundo ela.

“O fato de termos mais denúncias, significa que mais mulheres resolveram falar sobre violência. Houve uma época em que as vítimas de agressão se calavam por medo, se hoje denunciam é porque acreditam que possamos ajudar.”

A delegada ainda reforça a necessidade da denúncia, não só em casos de agressão física.

“Podemos falar em nome de todos os agentes atuantes na DEAM de Teixeira de Freitas quando ressaltamos a importância de se registrar uma denúncia, não apenas em casos de agressão física, mas também em casos de violência psicológica, violência sexual, danos morais, injúrias, danos patrimoniais e ameaça. A lei Maria da Penha respalda mulheres heterossexuais, transexuais e homossexuais, e nossa corporação trabalha para garantir toda a assistência que a mulher precisa nesse momento que exige tanta coragem.”

Atualmente, o que impede a mulher de registrar queixa de abuso ou violência é o medo e a desinformação. A redação do site pôde observar na DEAM um local de extremo acolhimento e compreensão por parte dos agentes, nessa tarde, acompanhamos dois casos de agressão, sendo um deles, além de violência doméstica, violência contra uma criança. O empenho e a revolta de toda a equipe nos demonstrou empatia exacerbada em favor das vítimas, a sensação de segurança dentro do local é, sem dúvidas tudo o que a vítima precisa.

Aconselhamos à todas as mulheres que por ventura estejam passando por alguma situação de agressão, que procure a DEAM ao menos para conversar e desconfigurar esse mito de que a denúncia seja algo negativo para a mulher.

A ausência da denúncia protege o agressor, denuncie!

Texto: Débora Rezende


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