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Quase 5 anos depois crime de Gel Lopes continua sem indícios de autoria, segundo delegada Valéria Fonseca

29/01/2019 - 10h00

O crime que vitimou o jornalista e radialista, Jeolino Lopes Xavier, o Gel Lopes, que tinha 44 anos na época do crime, completa no próximo dia 27 de fevereiro exatos 5 anos, pelo visto o caso já entrou para o rol dos crimes que jamais serão esclarecidos.

Quase 5 anos depois, o caso já foi pra Salvador, um delegado especial foi designado para apurar o crime, o delegado foi promovido, o inquérito voltou à Teixeira de Freitas, foi pra lá, voltou pra cá e continua no mesmo lugar.

Pelo menos foi o que declarou a delegada coordenadora regional da 8ª Coorpin, Valéria Fonseca, à nossa reportagem na tarde de segunda-feira, 28 de janeiro.

A declaração ocorreu quando drª Valéria ao lado da delegada, Vivianne Amaral, falavam sobre o caso do pastor e psicólogo, George Hilton Brito, em uma coletiva de imprensa na sede da Delegacia Espacializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Teixeira de Freitas.

Pouco depois da coletiva que detalhou como as investigações caminharam nas denúncias de estupro contra o psicólogo, drª Valéria atendeu em reservado ao repórter, Jotta Mendes, que aproveitou a ocasião que se aproxima 5 anos do crime de Gel Lopes para indagar sobre o andamento das investigações.

Segundo a delegada que se debruçou sobre as peças do processo, apesar de ter lido e relido por diversas vezes o inquérito, não há indícios que se aponte à autoria do crime.

Nossa reportagem não entrou em detalhes sobre a motivação do crime, até porque a motivação seria um indício fortíssimo para se chegar a autoria do crime.

Com isso o inquérito fica parado e não pode ser concluído ao Ministério Público, para que ele possa oferecer denúncia.

Gel Lopes que além de ser jornalista e radialista, foi vereador por Teixeira de Freitas no quadriênio 2005/2008, sendo executado em 27 de fevereiro de 2014, na rua da Saudade, esquina com a rua da Pituba no bairro Bela Vista em Teixeira de Freitas, o crime teria acontecido numa quinta-feira, véspera de Carnaval, quando muitas pessoas já tinham deixado a cidade para comemorar o feriado.

Na época ventilou que o crime de Gel Lopes estaria ligado à uma empresa que prestava serviço no recolhimento do lixo na gestão do ex-prefeito de Teixeira de Freitas, João Bosco, o jornalista teria descoberto irregularidades envolvendo a empresa que possuía fortes ligações com o ex-prefeito, posteriormente acabou assassinado.

João Bosco chegou a depor de forma espontânea sobre o crime, na segunda-feira 3 de março de 2014, o ex-gestor teria interrompido sua comemoração do Carnaval, saído do balneário de Guaratiba e se deslocado à Teixeira de Freitas por volta das 18h, prestado depoimento e em seguida voltado para Guaratiba.

Na época o Repórter Coragem com exclusividade destacou o fato.

Quando foi morto, Gel Lopes estava acompanhado por sua namorada, Daniela Ferreira, que na época estava grávida, e também do jornalista esportivo, Djalma Ferreira.


Por Jotta Mendes/Repórter Coragem

Edição Bell Kojima/Repórter Coragem

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