Prefeitura + Família: programa Criança Feliz fomenta desenvolvimento em Ibirapuã

Rebeca Rodrigues Nascimento, assistida pelo programa Primeira Infância no SUAS – Criança Feliz
“Depois que esse programa começou, tenho passado mais tempo com Rebeca, quando a visitadora chega vamos brincar com ela, a visitadora me ensina como fazer as brincadeiras”, disse Eva Nascimento Muniz, avó de Rebeca Rodrigues Nascimento, 2 anos, que é assistida pelo programa Primeira Infância no SUAS – Criança Feliz em Ibirapuã.
O programa começou a funcionar há cerca de um ano e meio no município e em dezembro do ano passado foi ampliado, alcançando além da sede, as vilas Juazeiro e Portela. Criado pelo governo federal e desenvolvido pela prefeitura, através da Secretaria Municipal de Assistência Social, o objetivo é oferecer assistência à crianças de até 3 anos, além de gestantes beneficiárias do Bolsa Família. A meta é prestar auxílio total para essas crianças da gestação até os primeiros mil dias de vida.

De acordo com a supervisora do programa no município, Maria Nilza Coelho Prates, esta etapa da vida é fundamental para definir o desenvolvimento cognitivo das crianças.

Maria Nilza Coelho Prates, supervisora do programa no município
“É um programa inovador. Fomentamos na criança de acordo a sua faixa etária através das brincadeiras o desenvolvimento junto com a família promovendo uma interação social. Ensinar a família a dispor de um tempo de qualidade com a criança nessa idade é importante, pois é o período onde o cognitivo dessa criança se desenvolve”, afirma Nilza Coelho.
Rebeca não conhece o pai e foi entregue quando nasceu pela mãe aos cuidados da avó, que já cria um sobrinho e outros dois netos, também sem a presença dos pais. Exposta a uma realidade mais estressante, Rebeca revela o perfil das outras 140 crianças atendidas pelo programa na cidade.
O trabalho se dá através de encontros semanais com as visitadoras do programa.

Mariana Storary, visitadora
“Cada visitadora tem sua área de atuação, assim vamos até as casas e realizamos atividades e orientações voltadas sobre abordagens, técnicas e o tratamento adequado que se deve ter com os pequenos, incentivando os responsáveis a promoverem o desenvolvimento das crianças de forma correta, através de brincadeiras lúdicas”, disse a visitadora Mariana Storary.
A secretária municipal de Assistência Social, Lêda Soares de Souza Pinho, destacou a importância da iniciativa.

Lêda Soares de Souza Pinho, secretária municipal de Assistência Social
“O trabalho desenvolvido com essas famílias vai aumentar o vínculo entre o cuidador seja pai, mãe ou qualquer outro responsável e o menor, essa visita vai ensinar as formas de fortalecer o amor familiar”, diz Lêda.
Para o prefeito, Calixto Antônio Ribeiro, ações como estas do programa tendem a aumentar as chances de sucesso na vida dessas crianças.

Calixto Antônio Ribeiro, prefeito de Ibirapuã
“O vinculo fortalecido na família vai formar um cidadão mais consciente, mas preparado para vida adulta, com valores mais consolidados para a formação de melhores alunos, e profissionais do mercado de trabalho. O programa é uma semente que tem tudo para dar excelentes frutos”, concluiu.
O programa promove a interação da criança não somente com o cuidador, mas também com os irmãos e demais membros da família.

“Rebeca é muito esperta e já aprendeu a brincar até com minhas panelas quando estou nas tarefas de casa. A nossa relação aqui em casa mudou depois do programa, agora estamos empenhados em oferecer a ela condições para que tenha um futuro melhor que o meu”, disse ainda dona Eva.
A metodologia da pesquisa foi elaborada pelo médico e cientista gaúcho, Cesar Victora, reconhecido pesquisador em todo o mundo. Para ele, é provável que ao fim de 2019 já seja possível verificar os primeiros resultados do programa.

“A política está muito bem desenhada e temos a expectativa de que ela realmente dê certo, resultando na melhoria do desenvolvimento psicomotor dessas crianças. É uma avaliação rigorosa conforme os mais altos padrões científicos. Nossa expectativa é positiva, mas a ciência é que vai dar a palavra final.”
Edição Bell Kojima/Repórter Coragem