Polícia Civil confirma que morte de mulher foi ordenada por detento do CPTF
Na manhã desta segunda-feira, dia 27 de maio, os delegados Manoel Andreeta e Bruno Ferrari, do Núcleo de Homicídio e Tráfico (NHT), confirmaram que o assassinato de Maria Elza Gonçalves de Sá, de 39 anos, ocorrido no último dia 15 de maio, foi ordenado por Israel Amorim de Castro, o “Peixeira”, de 25 anos, interno do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF) e de onde comandaria o “Grupo de Peixeira”, organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas e homicídios.
A motivação do crime, ainda segundo o NHT, seria pelo fato de Maria Elza, que já havia cumprido pena por tráfico de drogas e teve o marido, Adenilson Conceição dos Santos, o “Fugêncio”, assassinado em 23 de abril de 2016, ter se negado a continuar vendendo entorpecentes. Segundo o delegado Manoel Andreeta os autores dos disparos que vitimaram fatalmente Maria Elza foram Luciano dos Santos Luiz, o “LC”, de 18 anos e Lucas Santos Ferreira, o “Luquinhas”, 25.
Uma filha da vítima estava com ela na frente da casa onde residiam, no bairro Irmã Dulce, quando os dois criminosos chegaram numa motocicleta Honda Fan, de cor vermelha, placa não anotada. Primeiro eles perguntaram se ali ainda existia crack e com a resposta da mulher que havia parado com comércio ilícito, efetuaram os disparos à queima roupa. “Já pedimos as prisões dos executores à Justiça”, disse Andreeta.
Ainda segundo o delegado Manoel Andreeta o esclarecimento do crime aconteceu após parte do “Grupo de Peixeira” ser preso pela Polícia Militar de Nova Viçosa, após um assalto frustrado. O inquérito do caso já foi concluído e mandado à Justiça, enquanto a Polícia Civil continua investigando a possível participação do bando em outros crimes.