Vasco vence Palmeiras, que afunda na zona da degola

O time carioca consegue se manter no G-4 do Campeonato Brasileiro, de onde ainda não saiu neste ano, agora com 42 pontos, na quarta colocação. O concorrente mais próximo é o Botafogo, que soma 37 e enfrenta o Inter nesta quinta.
Luan abriu o placar, e Tenorio empatou pouco depois, ainda no primeiro tempo. Após o intervalo, Juninho cobrou falta para Nilton marcar e fez o terceiro, aproveitando bom passe do equatoriano. Felipe entrou no início do segundo tempo, no lugar de Jhon Cley, em sua primeira partida após o episódio do futevôlei. Foi aplaudido pela torcida, que compareceu em pequeno número (1.996 pagantes e 3.904 presentes), o menor do time neste campeonato.
– A equipe fez um primeiro tempo interessante. Tomamos um gol e tivemos a felicidade de reagir em seguida. A vitória nos dá tranquilidade, mas temos que ter os pés no chão. É muito trabalho até o fim, mas acreditando no potencial do time – disse Juninho.
A 14ª derrota no Brasileirão deixa o Palmeiras na penúltima colocação, com 20 pontos, a sete do primeiro time fora da zona de rebaixamento, o Flamengo. A equipe teve o reforço de Barcos, que estava com a seleção argentina e chegou de viagem do Peru na manhã desta quarta-feira. Mas ele pouco rendeu e foi substituído por Obina na segunda etapa.
No próximo domingo, o Vasco enfrentará o Cruzeiro no estádio Melão, em Varginha (MG), jogo marcado para às 16h (de Brasília). No mesmo horário, o Palmeiras faz o clássico com o Corinthians, no Pacaembu.
A postura adotada pelo Palmeiras no início da partida, com marcação bem adiantada, dificultou muito as saídas de bola do Vasco, mas com Tenorio abrindo pela esquerda e fazendo boas jogadas com velocidade e força, a equipe da casa conseguiu ameaçar o adversário. Na primeira vez que o equatoriano foi à linha de fundo e cruzou forte, quase Wellington fez contra, aos três minutos. Logo depois, numa meia-bicicleta de Douglas, Bruno salvou com um tapinha para escanteio. A pressão vascaína fez o time paulista passar a aparecer mais no setor ofensivo nos contra-ataques.
Porém, o jogo tinha mais correria que eficiência. Os muitos erros de passes de ambos os lados faziam a bola pouco sair das duas intermediárias. E quando chegava mais próxima ou dentro das áreas não passava nem perto dos gols. Desta forma, só uma falha poderia mudar o panorama. E foi o que aconteceu aos 23: após cobrança de escanteio da esquerda, a bola sobrou para Tiago Real cruzar da direita, a zaga cruz-maltina ficou olhando Wellington cabecear, Fernando Prass fez difícil defesa, Dedé furou, mas Luan, não, colocando a bola na rede.
Com a pequena torcida presente a São Januário já demonstrando irritação, o Vasco foi à frente em busca do empate e ele não demorou a chegar. Aos 29, Wendel lançou da meia-esquerda na área para Alecsandro, que escorou de cabeça para Tenorio tocar na pequena área no canto direito de Bruno, enquanto a defesa palmeirense só asssistia. Os dois times assumiram, então, posturas ofensivas e as chances de gol apareceram: aos 34, o Palmeiras teve a sua com Luan desperdiçando rebote de Prass após chute de Valdivia, e um minuto depois veio a resposta do Vasco, em perigosa cabeçada de Tenorio após cruzamento de William Matheus.
Palmeiras volta com tudo para a etapa final, mas Vasco é que marca
Felipão reclamou de falta de força no ataque do Palmeiras no primeiro tempo, e sua equipe voltou a mil por hora no segundo tempo. Com menos de um minuto teve duas chances seguidas com Tiago Real. Aos dois, Luan penetrou livre na área pelo lado esquerdo, tentou tocar por cima de Prass, mas o goleiro do Vasco foi mais rápido e ficou com a bola. O lado direito da defesa vascaína apresentava problemas, mas o miolo da zaga palmeirense também. Na primeira finalização do time carioca na etapa final, veio a virada: Juninho Pernambucano, que não tinha conseguido atuar bem na primeira etapa, bateu falta na área, Nilton, completamente só junto com Alecsandro, desviou de cabeça e marcou o segundo.
A vantagem fez o time da casa se postar mais em seu campo e o desesperado visitante se lançar todo à frente. Para dar mais experiência ao time, o técnico interino do Vasco pôs o “titio” Felipe, que foi multado por jogar futevôlei no domingo, mesmo dia em que desfalcou o time na partida contra ao Bahia alegando dores no joelho, no lugar do “sobrinho” Jhon Cley, aos 13. No lado oposto, Felipão substituiu o meia Tiago Real pelo atacante Vinícius com a clara intenção de reforçar seu ataque. Aos 25, o treinador do Palmeiras percebeu que a escalação de Barcos, um dia após voltar de jogo da seleção argentina pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, de nada adiantou, e o tirou para a entrada de Obina.
No entanto, não deu nem tempo para se saber se a alteração melhoraria o Palmeiras, pois um minuto depois, em contra-ataque rápido, Tenorio deu uma de Juninho, livrou-se de um adversário, e lançou o Reizinho, que como se fosse o atacante equatoriano, deslocou Bruno com um toque de categoria no canto direito do goleiro palmeirense para fazer o terceiro. A vantagem fez o Vasco administrar o resultado e fazer seus torcedores a certa altura gritarem “olé”, o que irritou profundamente Felipão, que via sua equipe já sem qualquer poder de reação em campo.
A situação do técnico quase piora, quando aos 43 Tenorio ainda tentou fazer um gol de letra após bela jogada pela direita de Luan, que substituíra Max. Os poucos torcedores do Verdão presentes protestaram muito contra o treinador que levou seu time ao título da Copa do Brasil, enquanto os do Vasco vibraram com a vitória da reabilitação.
Fonte globoesporte.com