Polícia

Caso Dayana, se passaram mais de dois anos e crime continua sem solução

20/09/2012 - 09h16
Passamos a partir de hoje a produzir uma série de matérias jornalísticas sobre o caso Dayana Lima Guimarães.

Um dos crimes que mais repercutiu em Teixeira de Freitas nos últimos tempos, foi o assassinato da jovem Dayana Lima Guimarães, de 28 anos, que foi executada na noite de 18 de maio de 2010, quando lavava a garagem de sua casa, na Rua 18 casa 74, no Bonadiman, sendo surpreendida por homens armados, que chagaram ao local, atiraram a curta distância, ceifando a vida da jovem que morreu no mesmo local que foi alvejada.

Passaram-se dois anos e quatro meses do crime, mas até hoje não existe punição, nem o culpado foi encontrado pela morte brutal da jovem que vivia de forma independente, morava sozinha, mas era muito querida por sua família, que nunca se conformou com a forma como a jovem morreu.

Na visita do secretário de Segurança Pública, Maurício Telles Barbosa a Teixeira de Freitas, fato ocorrido em 19 de Abril de 2012, quando houve uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Vereadores, os familiares de Dayana, liderados por sua mãe Zuleide Guimarães, cobraram providências no caso ao secretário, que prometeu de público que solucionaria o caso.

Quase cinco meses depois, o secretário de Segurança Pública, nunca mais entrou em contato com a família, que se quer, foi procurada para voltar a falar do caso.

Lembra a mãe da jovem, a senhora Zuleide Guimarães, que no dia da referida audiência, chegou a se reunir após a audiência com o secretário, que lhe convidou para uma conversa particular lhe garantindo solução para o caso, mas segundo ela, essa foi à última vez que alguém lhe falou sobre o caso.

O silêncio das autoridades, somado ao fato de ver a morte de sua filha entrar para o rol dos crimes sem solução, é algo que intriga dona Zuleide, que ao conceder uma entrevista em vídeo para nossa reportagem não conteve as lágrimas e chorou ao recordar a tristeza de perder sua filha de forma tão covarde e cruel.

Nossa reportagem procurou o delegado coordenador da 8ª Coorpin Marcus Vinicius, que foi quem investigou pessoalmente o crime, para saber como anda a investigação, fomos recebidos pelo delegado na manhã de quarta-feira, 12 de Setembro, que nos informou que o caso tinha sido remetido ao Ministério Público com tudo que a Polícia Civil conseguiu investigar.

Recentemente a promotora pública criminal Graziela Junqueira, teria devolvido o inquérito a Polícia Civil, requisitando novas diligências no sentido de dar mais robustez ao indício de autoria apontado pela Polícia Civil.

O delegado também nos informou que estas diligências estão sendo providenciadas para que o caso seja devolvido ao Ministério Público, para que o mesmo se pronuncie sobre o caso, o delegado não informou se há um prazo para que isso aconteça.

Dayana Guimarães chegou a ser presa algum tempo antes de ser assassinada, na época de sua prisão ela foi acusada de falsificar assinaturas do médico Ricardo Ramos, com quem teve um relacionamento amoroso.

Na acusação contra Dayana, o médico teria dito que a mesma teria falsificado sua assinatura para conseguir fórmulas de um remédio para emagrecer que ela estava vendendo para algumas pessoas, fato que levou Dayana a ser presa, mas depois conseguiu sua liberdade para responder o processo.

O que intriga a família é que quem atirou em Dayana se mostrou ser um profissional, atirou de forma certeira e a curta distância, não dando nenhuma chance de defesa a vítima.

O crime não foi para roubar, uma vez que a casa da jovem estava aberta e seu carro do lado de fora da garagem, mas apenas seu celular desapareceu na noite do crime.[jwplayer config=”Video Paginas” mediaid=”15411″]

Nossa redação fez uma entrevista em vídeo com Zuleide Guimarães, que é mãe de Dayana, como a entrevista ficou um pouco longa e muito detalhada, onde a mãe de Dayana faz um relato completo da vida e morte de Dayana, em razão disso preferimos exibir a entrevista em partes, sendo que a cada semana vamos veicular uma parte da entrevista, que foi gravada na residência da família, no Jardim Caraípe em Teixeira de Freitas.

Por Jotta Mendes/reportercoragem


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