Extremo Sul: conselho teixeirense cobra melhorias na BR-101 junto ao Ministério da Infraestrutura
Trecho é comumente chamado de “mancha negra” da “rodovia da morte”

PRF realiza fiscalização em trecho da rodovia. Foto: Arquivo/Agência/PRF
O Conselho Comunitário de Segurança Pública (Consep), de Teixeira de Freitas, enviou ao Ministério da Infraestrutura um ofício requerendo melhorias na BR-101, no trecho compreendido entre a divisa dos estados da Bahia e do Espírito Santo até Itabela (BA).
O documento, assinado pelo presidente do Consep, Edivano Ferreira de Oliveira, foi recebido no último dia 19 pela pasta dirigida pelo ministro Tarcísio Gomes de Freitas.

A equipe de jornalismo conversou com Edivano e teve acesso a todas as páginas do Ofício Nº 010/2020, de 07 de julho de 2020, onde são explicitadas as razões pelas quais é feito o pedido.
A BR-101 é uma das maiores e mais importantes rodovias federais e corta o país na faixa litorânea que vai da região Sul à Nordeste. O Consep destaca que, à época de sua construção, acolhia um tráfego de veículos de pequeno e médio porte. Atualmente, os caminhões e carretas chegam a 80 toneladas e 30 metros de comprimento.

O que chama mais atenção é o alto índice de acidentes fatais e, por diversas vezes, envolvendo um grande número de vítimas – desde motoristas inexperientes a condutores dotados de treinamento. São curvas acentuadas, pista única, imprudência, tempo de espera elevado para socorro.
Um os trechos mais perigosos são compreendidos na região de Teixeira de Freitas, entre Mucuri e Itabela, estampando noticiários como a “mancha negra” da malha viária baiana.
Ainda de acordo o Consep, melhorias na BR-101 são emergenciais tendo em vista também que Teixeira de Freitas está situada em uma área de tríplice divisa (Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo). A cidade se coloca como um polo universitário e de saúde, recebendo pessoas de diversos lugares, todos os dias.
O pedido ao Ministério da Infraestrutura sugere que, além das obras de manutenção realizadas, seja empregada a Engenharia do Exército Brasileiro. Expõe-se a necessidade de que as obras de duplicação que começam em outros estados cheguem à região.
Fonte: O Sollo