Crueldade

Defesa de “Pau Véio”, alega romance com enfermeira morta Priscila e família refuta informação

22/03/2021 - 15h38Por: SBN

A família da enfermeira Priscila Cardoso divulgou uma carta aberta em repúdio ao áudio divulgado pelo advogado de defesa de Reginaldo Ferreira de Souza, o “Pau Véio”, acusado de assassinar a jovem na última segunda-feira, 15 de março.

No áudio que circula nas redes sociais, o advogado de defesa relata que a jovem mantinha um relacionamento amoroso há cerca de três meses com o acusado, e que Priscila foi até a estrada, localizada entre Ipatinga e Ipaba, em companhia de “Pau Véio” para terminar o relacionamento, quando após uma discussão, o acusado disparou acidentalmente na testa da vítima.

Na carta aberta, a família de Priscila desmente as informações divulgadas pelo advogado e alega que Priscila era uma profissional muito dedicada, íntegra, e se tornou um alvo para o acusado por ter uma rotina fácil de ser vigiada.

“Após a circulação desse áudio nojento e asqueroso, somos obrigados a vir aqui por esse texto expor a realidade do caráter e da personalidade da Priscila, pois sabemos quem ela é e não podemos deixar que fossem dados como verdade, os relatos apresentados pela defesa”, diz a carta.

A família ainda conta que Priscila não se relacionava amorosamente com ninguém desde que se mudou para Santana do Paraíso – MG porque era muito focada em realizar seus objetivos profissionais, e era bastante seletiva quanto às pessoas adentram ao seu ciclo de convivência, “no depoimento ele a chama de ‘Patricia’, diz que é sério o relacionamento, nem o nome dela correto sabe”, questiona a família.

A respeito do disparo acidental, relatado pela defesa de Reginaldo, a carta destaca o fato de a vítima ter sido encontrada sem a blusa, com o fecho da calça aberto, sinais visíveis de violência sexual, segundo a polícia, além de enfatizar que Priscila teve os cabelos cortados, e pede a atenção dos investigadores para outros possíveis crimes com o mesmo padrão.

“Quando foi capturado no ES, ele foi encontrado com uma mecha de cabelo. Da Priscila não é, mas como cortou os cabelos da Priscila, pode ser uma característica dos seus crimes, que deve ser investigado. Se houve algum abuso cabe a polícia investigar”, destaca.

Na carta, a família afirma que toda a história foi criada para impedir que Reginaldo respondesse por latrocínio (roubo seguido de morte), e tentar enquadrar o crime como homicídio comum, visto que a pena é mais branda, “isso é um absurdo”, finaliza.

Entenda o crime


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