Polícia

Condenada a 16 anos, ex-presidente do Rural não poderá trabalhar em bancos até 2046

12/11/2012 - 21h24
A ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello foi condenada pelo STF (Supremo Tribunal FederaL) nesta segunda-feira (12), no julgamento do mensalão, a 16 anos e oito meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e evasão de divisas, além de multa que passa de R$ 1,5 milhão.

A ré ainda perderá, em favor da União, todos os bens oriundos dos crimes e não poderá trabalhar no sistema financeiro pelo dobro do tempo da pena que recebeu, ou seja, por 33 anos e quatro meses –até 2046.

Na época do mensalão, a ré dirigia a instituição que, segundo a decisão do Supremo, colaborou para que o grupo de Marcos Valério –considerado o operador do mensalão– pudesse ocultar a origem ilícitas de R$ 73 milhões desviados do fundo Visanet, controlado pelo Banco do Brasil.

“Katia Rabello ajudou a colocar o seu grupo empresarial à disposição dos membros do grupo criminosa e ajudou a colocar em risco o próprio regime democrático (…) em violação à Constituição Federal”, afirmou o relator Joaquim Barbosa.

PENAS DE KÁTIA RABELLO

Formação de quadrilha        2 anos e três meses

Lavagem de dinheiro  5 anos e 10 meses + 166 dias-multa

Gestão fraudulenta     4 anos de prisão + 120 dias-multa

Evasão       4 anos e sete meses + 100 dias-multa

Pelo crime de lavagem de dinheiro, Rabello foi condenada cinco anos e dez meses e 166 dias-multa. Já por formação de quadrilha, a pena foi de dois anos e três meses. Para o crime de gestão fraudulenta, a condenação imposta foi de quatro anos, além de 120-dias multa. Por fim, Rabello pegou quatro anos e sete meses, além de 100 dias-multa, pelas operações de lavagem de dinheiro.

“O motivo [do crime de lavagem de dinheiro] era a intenção de obter recursos indevidos para o Banco Rural do qual era presidente e sócia, graças à ação do senhor Marcos Valério junto ao governo federal”, sustentou hoje o relator.

Fonte Uol


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