Política

Totalmente irregular Guarda Municipal faz reunião com vereadores eleitos e fazem pedidos que os mesmos não podem atender

16/11/2012 - 09h50
A Associação dos Vigias e Guardas Municipais de Teixeira de Freitas realizaram na manhã de quarta-feira 14 de novembro, às 09 horas no auditório da Uneb, uma reunião com os vereadores eleitos de Teixeira de Freitas. Entre os objetivos da reunião estava uma série de reivindicações que os guardas gostariam de fazer aos vereadores eleitos, algumas os vereadores poderiam até ajudar, mas em outras a ajuda não corresponde ao papel do vereador, em algumas quem deve atender ao pedido é a própria Associação.

Entre as reivindicações apresentadas na reunião, estava a sede própria da Guarda Municipal, com instalação de sala de aula, sala de comunicação, estacionamento e refeitório, essa sede própria quem deve fazer é a própria associação, inclusive com recursos próprios, caso a sede seja para a guarda e não para a associação, quem deve providenciar isso é o município e o máximo que o vereador pode fazer é indicar.

Outra reivindicação feita na reunião é concurso público para vigias, isso quem deve decidir é o município, que primeiro precisa criar os cargos de vigias, para que depois o concurso seja realizado, foi reivindicação que os vereadores assumissem o compromisso com a efetivação/aprovação e ampliação das garantias contidas no estatuto da Guarda, em caráter de tramitação prioritária, quem deve discutir o estatuto, assim como sua efetivação e aprovação é a própria Guarda, porém tudo tem que ser feito de acordo com o estatuto do servidor público municipal.

Garantir transporte gratuito ao Guarda no transporte público (em serviço, desde que uniformizado), era outro pedido que fazia parte da reunião, isso também não está na alçada do vereador fazer, isso é um dever do município como empresa fornecer vale transporte ao seus servidores, se isso não estiver acontecendo os vereadores devem fiscalizar,  caso não esteja, o município deve celebrar um convênio com a empresa de transporte coletivo, que dará direito ao vale transporte, ou pagar a diferença nos vencimentos dos Guardas, uma vez que isso é um direito adquirido em lei.

Concessão de direito de uso de um terreno para construção de área de lazer para os Guardas, quem deve fazer isso é a própria associação, que deve adquirir tanto o terreno, como a área de lazer, que deve ser construído com recursos próprios, assim como faz toda associação, a exemplo a Associação dos Praças, entidade ligada a Polícia Militar, que construiu com recursos próprios uma sede avaliada em mais de três milhões de reais.

Estruturação do Departamento de Defesa Social na Secretaria de Segurança; Criação do Departamento Social para atendimento aos servidores municipais com psicólogo e assistência social; Criação da Ouvidoria para a guarda (Cargo que deve ser criado pelo município), ampliação do piso salarial (Algo que deve ser reivindicado pela categoria junto ao município); Afastamento do Servidor da Guarda Municipal, quando eleito presidente da Associação da Guarda, com a manutenção de seus vencimentos (Isso deve constar no estatuto da própria associação, que deve ser aprovado pelos membros, desde que não interfira no estatuto do servidor público); Criação de um número de emergência (Ou número fixo, para os servidores ligarem a cobrar para o Departamento da Guarda), isso também não é função do vereador.

Além de contar com apoio da Câmara de Vereadores nas demais questões relacionadas à categoria, que necessite de apoio da Câmara de Vereadores.

Se os vereadores eleitos entram na conversa da direção da Associação dos Vigias e Guardas Municipais, vão ficar no mínimo enrolados com os demais servidores municipais, que terão direito adquirido aos mesmos benefícios, ou a associação foi mal instruída, ou o presidente quis jogar para plateia perante os associados, a maioria dos pedidos não fazem parte do papel dos vereadores.

O que deveria ser cobrado pela associação, não fez parte da pauta, que seria a criação da guarda municipal, que até o momento vem agindo de forma irregular no município, uma vez que a guarda ainda não foi criada e já anda circulando abordo de viatura padronizada, como se já tivesse papel de polícia, quando na verdade quem anda dentro da viatura ainda não deixou de ser vigia e deveria está cuidando do patrimônio público do município e não circulando para todo lado em carro padronizado.

A Guarda Municipal de Teixeira de Freitas ainda não existe, nem se quer o projeto de sua criação foi enviado à Câmara Municipal de Vereadores, algo que deveria ter sido reivindicado pela associação, para que os vereadores eleitos mesmo fora do poder, fossem em loco cobrar do atual prefeito o envio do projeto a câmara, é importante que isso ocorra o quanto antes, para que os guardas não sejam pegos no exercício ilegal da profissão.

Os vereadores eleitos que compareceram a referida reunião se mostraram surpresos com a atual situação da Guarda, mas se sentiram inúteis diante da situação, uma vez que não poderia fazer nada para mudar, e a visão que a maioria tinham era que tudo estava diferente.

Por Jotta Mendes e Neuza Brizola


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