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A ladeira feita de chocolate derrete

Dizem que essa foi uma previsão da mãe Jojó. Eu já acho que foi uma maldição para aqueles que empregaram mal o dinheiro para a obra de recuperação da ladeira que dá acesso ao bairro do Colina Verde. Levaram quase um ano fazendo essa obra e na primeira chuva, na semana passada, o aterro trabalhou e o asfalto esburacou. Essa rima pobre é justamente para combinar com o espírito público do imperfeito Debilitardo.
Na coluna passada eu sugeri que ele imitasse a administração da fábrica de chocolates do sogro, que empregasse essa administração Suíça na gestão pública do município de Teixeira de Freitas.
Para quem não leu a coluna, aquela fábrica em dois anos, no mesmo período em que a família do Debilitardo assumiu a prefeitura de Teixeira de Freitas, retirando do bolo familiar o irmão vereador e os seus pais, a fábrica saiu de uma vendinha de camarão e chocolate caseiro, para um hotel fazenda. Eu não sei o nome desse chocolate que é fabricado lá, mas eu acho que vende mais do que a Nestlé, em vista dos recursos financeiros que foram aplicados lá. Enquanto isso, uma ladeira, uma simples ladeira, derrete-se sob a chuva e o péssimo planejamento de quem planejou e executou aquela obra.
Duvido que a empresa responsável, deveria ter escrito irresponsável, não tenha recebido o pagamento pela obra. Recebeu, lambeu os beiços, e caiu fora, como dizem. Deixou uma encosta sem nenhuma proteção, um erro primário de engenharia envolvendo encostas.
Em outros tempos, essas empreiteiras funcionavam assim: já que elas tinham que repartir o dinheiro ganho com os donos da obra (prefeitos, governadores, etc. e tal) elas faziam uma obra sem colocar muitos recursos, dane-se, segura o pepino aí que estou indo. Isso era antigamente.
A pergunta que eu faço é, quando era esse antigamente?
É bom lembrar que essa não é uma previsão da mãe Jojó. Essas fortes chuvas no mês de novembro foram previstas pelo serviço de meteorologia.
Confira o vídeo da “Ladeira de Chocolate”:
Por Érico Cavalcanti