érico
cavalcanti

Um estranho sumiço de 500 mil reais

19/12/2022 - 18h47

Agora passou a ser estranho, antes o prefeito de Caravelas, Silvio Ramalho, acusava o prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo, de ter ficado com 500 mil reais, não ter repassado para o Consaude, verba que veio da esfera federal via uma emenda parlamentar conseguida pelo Senador Ângelo Coronel. Por quê essa apropriação indébita se tornou estranha? Simples, ela saiu de uma denúncia inicial, tipo: me dá o dinheiro aqui ô rapaz, ainda, você combinou de repassar e não repassou! E entrou no silêncio e nas sombras das coisas que são judicializadas.

É o que parece. Mas, por quê essa situação passa essa imagem? Ora, ora! Silvio Ramalho, o maior interessado em reaver esse dinheiro que, segundo ele, faz muita falta ao Consaude, tentou reaver esse dinheiro via um acordo, tentou via CIR – Comissão Intergestores Regionais, onde não conseguiu sucesso, tentou via o Secretário Municipal de Saúde, a mesma coisa, sem sucesso, logo esse que pensavam que entenderia a necessidade dos atendimentos que esse dinheiro proporcionaria para a região. O jeito foi entrar com uma ação para poder resolver, segundo informações. Alguns meses que o Consaude aguarda um posicionamento da justiça.

Como se esse fosse mais um caso de estelionato perpetrado por um estelionatário comum. Infelizmente até o momento não houve uma sentença do juiz. Realmente a busca por este recurso terá que ser via judicial, nenhum estelionatário devolve valores subtraídos mediante golpe com acordos, só devolve com a justiça fazendo valer a Lei. O prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo, não quis entender a importância desse recurso para os atendimentos de saúde para toda a região. Os atendimentos não foram prestados pelo consórcio por conta do não repasse deste valor.

O caso realmente se torna estranho e passa a ser um caso histórico, dentro da historiografia da corrupção política do Extremo Sul baiano. Pela primeira vez um prefeito se apropria de uma verba que seria destinada a um consórcio de saúde, o qual ele também faz parte. Chamou a todos de “otarios”, ficaram calados, inertes. Ele, como todo estelionatário, espera a justiça decidir e ele recorrer da decisão. Vamos esperar pelo Sr. Juiz. Agora as perguntas que não querem calar: aonde estão os 500 mil reais? Como esse dinheiro saiu da conta da prefeitura de Teixeira de Freitas? O que diz o MPF – Ministério Público Federal?


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