érico
cavalcanti

Faxinão de final ano

26/12/2022 - 12h42

Abri meu guarda-roupa e resolvi fazer o que todo mundo faz, um faxinão de final de ano. Peguei as roupas que eu achei desnecessárias ter e, que agora ficaram enormes em mim, depois do Covid emagreci muito, coloquei-as em sacolas e resolvi que as novas, quase sem uso, seriam doadas. As prateleiras ficaram vazias, os cabides balançando solitários e o espanto de ter agora um guarda-roupa vazio. Sentei diante dele e fiquei pensando, final de ano é época de reflexões, por que não fazer também um faxinão nos meus contatos das redes sociais? Resolvi fazer, comecei pelo Facebook.

Àqueles que se perderam no emaranhado político do bolsonarismo, foram devidamente excluídos. Usei o critério de não suportar a agressividade e a arrogância dos convertidos em achar que eram superiores como raça. Os que sabiam que estavam publicando notícias falsas e mesmo assim divulgavam essas mentiras, foram os primeiros a caírem fora da minha lista de contatos. Em seguida excluí os caroneiros, aqueles que frustados diante da vida profissional e da vida privada, se tornaram ridículos ao seguir a causa facista de um falso líder genocida, golpista, homofóbico, psicopata e sociopata.

Um líder que foi construído com a pior matéria prima existente, como se fosse usado nessa construção um barro com muita areia que se esfacelou em pouco tempo. O líder de um movimento de extrema direita, em que o movimento era maior do que ele. Um movimento que não foi dirigido ou orquestrado por nenhum líder, mas por vários líderes. Porque esse movimento é latente no povo brasileiro,a direita bolsonariana, como a grande imprensa a denominou, dorme nos braços da sociedade brasileira desde que os portugueses a deixaram por aqui.

Meu guarda-roupa e minhas redes sociais estão limpas, espero ter um ano novo com roupas novas e algumas surpresas políticas. Feliz Ano Novo !!

Por Érico Cavalcanti


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