Morte de estudante do Rui Barbosa leva mais de duas mil pessoas às ruas para pedir paz
Mais de duas mil pessoas foram às ruas de Teixeira de Freitas na manhã de quinta-feira 13 de dezembro, pedir paz numa passeata que lembrava a morte do adolescente Áthila Pereira Vieira, de 17 anos, que foi assassinado de forma cruel e covarde na sexta-feira 07 de dezembro, por outro colega de sala, com quem tinha discutido no dia anterior ao crime.
O assassino, um adolescente de 16 anos, foi apreendido minutos depois do crime, quando tentava se livrar da arma e se esconder do crime que cometeu, com ele a arma do crime, um revólver 38, que não só ceifou a vida de Áthila, mais sepultou com ele os seus sonhos de um mundo melhor e uma vida com mais paz.
A arma do crime teria sido emprestada por outro menor de 17 anos, que também se encontra apreendido, ambos, devem ser encaminhados à Fundação Casa, que cuida de menores infratores em Salvador na capital do Estado.
O protesto que saiu por volta das 08h30min do Colégio Estadual Democrático Rui Barbosa, contou com muitas pessoas, que se dividiram entre parentes, amigos e familiares, todos movidos pelo mesmo sentimento, PAZ. Era isso que buscavam aquelas duas mil pessoas que foram às ruas na manhã ensolarada de quinta-feira 13 de dezembro.
Eram pessoas humildes que seu maior desejo é que a paz volte a reinar nos corações dos seres humanos, que não discute, que não troca socos, mas que são capazes de por qualquer motivo, por mais fútil que possa ser tirar a vida do seu semelhante.
Além da morte do adolescente Áthila, os manifestantes também lembraram da morte de Jeovane Conceição Silva, de 18 anos, que foi atropelado e morto na madrugada de domingo em um trágico acidente de trânsito.
Faixas e cartazes chamavam a atenção de todos para buscarem a paz, dois mini trios ampliavam a voz dos manifestantes que cantavam músicas pedindo paz, chamando também a atenção daqueles que não foram à caminhada, para que eles também refletissem sobre a paz.
Uma jovem chamada Ivyne, que falava de forma emocionada em um dos mini trios, dizia: “Em tempos de Paz, os filhos sepultam os pais. Em tempo de guerra, os pais sepultam os filhos” e concluía dizendo “A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos” pedindo justiça ela dizia “A justiça ampara, defende, acolhe os desprotegidos, cessa os conflitos e promove a paz”.
Durante todo o percurso que percorreu do Colégio Estadual Democrático Rui Barbosa, até a Praça da Bíblia, passando por toda Marechal Castelo Branco, contornando na Praça Castro Alves e percorrendo a Avenida Princesa Isabel, eram diversas as manifestações que pediam paz, em um dos mini trios, diversas bisnagas brancas simbolizando a paz, eram jogadas para os manifestantes.
Na Praça da Bíblia onde houve o encerramento da manifestação, a mãe de Áthila, Míriam Pereira Silva, fez um rápido discurso que emocionou a todos os presentes, pedindo que nada de mal fosse feito, que a pessoa que tirou a vida do seu filho, que apenas fosse feito justiça, “É isso que eu quero, que a justiça seja feita, concluiu a mãe de Áthila.
Em seguida foi a vez do pai do garoto, Ademir Vieira, fazer um breve relato sobre o comportamento do seu filho, que estudava a semana toda, mas que no final de semana ajudava ele em seu trabalho, para que pudessem ganhar um trocado para pode pagar um sorvete para sua namorada.
A namorada de Áthila, a adolescente Amanda Santana, de 14 anos, também acompanhou todo o protesto, mas muito emocionada não quis falar nada, apenas acompanhar tudo, ficando muito sensibilizada com as lembranças do jovem namorado, que se foi de forma muito prematura.
Todo o protesto contou com ampla cobertura da Polícia Militar e da Comissão de Trânsito e Transporte do município, que cuidaram de todo o trânsito durante o trajeto para que toda a manifestação fosse feita de forma tranquila.
Por Jotta Mendes/reportercoragem