A perda da inocência e a cegueira do elefante: a metáfora do povo.

A imagem de um elefante bebê amarrado ao pé de uma cadeira diz muito para um inocente eleitor. O
elefante crescerá amarrado ao pé da cadeira sem nunca ter experimentado sua verdadeira força. Criaram ele assim e o modelaram para não reagir à sua condição de “elefante amarrado”.
A imagem fala muito. Por vezes a inocência é um atributo de quem não enxerga a realidade de forma
consciente, mapeando-a com astúcia e interpretando-a com a criticidade necessária para reconfigurar uma prática de vida que desmonta e incomoda, principalmente, às armadilhas doutrinárias do Pensamento Hegemônico Bolchevique.
Um elefante besta e medroso é tudo que a Seita deseja para implantar seu modelo econômico coletivista. A regra áurea da Seita é manter o elefante preso à cadeira e, em seguida, força-lo a pensar com estômago.
Quanto mais faminto e sem conhecimento o animal se torna, mais fácil será o processo de manipulação.
Manter o elefante na fragilidade material permite a reprodução do sistema que cria elefantes limitados e
cegos. Grandes animais dóceis e ingênuos.
É impossível não pensar nas crenças do elefante. Ao longo dos seus anos de crescimento, o vigoroso animal é
incapacitado a perceber sua força.
Crescendo e vendo o mundo através de uma lente cuja a proposta é acomodar o animal potente à condição de
impotente. É assim que fazem com o povo. O povo acredita na sua
impotência…
Ao ver um animal estupendo em força e peso ser paralisado mentalmente por uma corrente fraca e uma frágil cadeira, nasce uma vontade enorme de desperta-lo.
Mas é quase inútil se o elefante não internaliza uma imagem de si mesmo como grandemente forte para esmagar a cadeira e romper a corrente.
O elefante não sairá do padrão imposto. É a síndrome das correntes.
Se o elefante sair do padrão, será considerado um criminoso, um terrorista violento. O animal deve ficar preso à cadeira e viver no seu espaço previamente delimitado pela corrente que o educa.
O elefante preso à cadeira é a metáfora de um povo. É a assim que podemos entender a postura de um
povo grandioso em valores e cultura ser domesticado por uma minoria de espertos e manipuladores das emoções do povo-elefante.
Um elefante deitado em berço esplêndido, infelizmente, não se dá conta do seu peso e muito menos da sua força no mundo. Ao elefante falta- lhe uma visão da Geopolítica. E, em decorrência dessa falta de visão, padece de um posicionamento respeitável e dissuasório no mundo.
Qualquer um pode entrar na área do povo-elefante e usufruir do seu patrimônio. Veja a intromissão externa com novas narrativas que vão além do meio ambiente. A mãe Gaia está louca para comercializar nossas florestas…
É muito lamentável ver o elefante ser domesticado e empobrecido intelectualmente por uma rede de televisão a serviço de interesses além mar.
O povo-elefante é imbecilizado por meio da telinha. A novela não o permite ser livre. O futebol o aliena. O carnaval o deixa dopado por três dias numa celebração que mistura cores, alegria e, sobretudo, sofrimento.
Sofrimento em decorrência da inocência política.
Mas,surpreendentemente, o elefante está acordando em função dos novos veículos de comunicação digital e com
a maior circulação de informações.
Paralelamente, o torniquete contra à liberdade fica mais apertado para o elefante falante e com visão crítica sobre a nova configuração do regime que não é mais democrático, mas insiste em se proclamar democrático.
A conscientização atingiu um maior número de pessoas que adotaram uma postura mais acirrada ao assumir um lado do espectro político. Criou-se uma oposição ao discurso da ideologia
hegemônica. A polarização ajudou a transformar o perfil do elefante.
É surpreendente como a polarização desfigurou a mentalidade dos eleitores. Os extremos em choque revelaram as personagens, as narrativas e os discursos vazios dos agentes políticos do andar de cima.
A Tecnoburocracia do Estado sentiu a insurreição nas ruas, mediante passeatas e motociatas.
O elefante-eleitor-espectador da batalha política passou a receber informações de múltiplas fontes e as escamas dos olhos foram se derretendo. No derretimento contínuo da inocência, ficou muito claro que o futebol, o carnaval e a novela já não arrebatam a atenção do elefante aprisionado ao circo e ao pão.
Aos poucos o elefante internalizou novos conteúdos. Os fatos mostraram que motociatas e carreatas inovadoras
deram asas à liberdade e reivindicações novas foram surgindo.
Mas o Sistema de dominação nega os fatos e silencia as vozes discordantes.
Há, no meio de milhões, um elefante inconformado que desligou a televisão ou trocou de canal…
O inocente elefante quebrou as correntes e saiu a protestar e a libertar muitos outros…
A metanóia aconteceu rápido: O elefante-eleitor-espectador se
transformou no eleitor ativista…
A manada de elefantes se movimenta e se articula para atuar como um organismo vivo. Esse fato aterroriza os controladores das correntes e da cadeira. O despertar do elefante assusta qualquer projeto de manutenção do Poder.
Os donos do Poder não suportam protestos e muito menos o vandalismo irresponsável verde-amarelo, pois lembra nacionalismo.
Nacionalismo não está na pauta da NOVA ORDEM MUNDIAL. Por isso que na classificação criminal de
periculosidade dos protestos dos elefantes subiram para o grau de “atos
terroristas”.
O elefante delinquente e terrorista precisa de repressão policial e ficha criminal maculada para que não se
torne um questionador e nem candidato…
A bem da verdade, todo o extremismo é condenável, mas os extremismos da Seita Bolchevique não poderão ser
classificados como terroristas, pois são movimentos sociais de libertação da sociedade oprimida. Muitas vezes rir é
melhor do que pensar…
Ou seja, pau na cabeça de Chico com força; entretanto, não faça o mesmo com Francisco do “Movimento Social
Revolucionário Transformador”.
Francisco é um agente político de mudanças que precisa dos seus “Direitos Humanos” preservados.
Francisco é da Nova Ordem… Nota-se que o processo civilizatório ficou na letra da lei e a justiça deu um par de algemas ao Chico e um pouco de gás lacrimogêneo para se acalmar.
Povo bom é o povo em silencio e comprimido no fundo do camburão.
Elefante bom é o que fica cego e manso com sua lustrosa corrente presa à cadeira. É o povo do bife assado e da água com cevada.
É o povo que não percebe seu problema oftalmológico.
A cegueira do elefante o impede de ver todo o aparelhamento das instituições e a decadência moral dos jovens
elefantes.
Os jovens elefantes sofrem de conjuntivite crônica em decorrência das folhas verdes em formato de
produto de consumo como o cigarro do cowboy da Malboro…
O cowboy morreu…
O sonho da seita é complicar mais ainda a vida da juventude com a implantação de um modelo de negócio
“just in time”, mediante a liberalização total do comércio das folhas verdes
com a desculpa de que não faz mal.
O Estado financiará tudo. A logística será com o apoio de drones…
A Seita adora negócios…
O elefante cego não vê que a justiça está sob nova direção e a verdadeira justiça está louca para consertar sua balança suja de ferrugem e com cheiro de gás lacrimogêneo.
O picolé de chuchu está na gaveta como plano emergencial…
A cegueira do elefante não permite ver o algoz que o afoga numa piscina de mentiras e que ao mesmo tempo asfixia a verdade , pois os fatos não mais importam. O importante é a versão dada aos fatos.
A tolice do elefante só não é maior do que a sua cegueira por não perceber que o jogo sujo perdeu a vergonha e a
democracia está com o prazo de validade vencido há muito tempo.
Enfim , o elefante está cego e a democracia está na sala do necrotério.
Por João Carlos Vieira da Silva