Educação

Universidades paulistas querem mais verba para cotas

19/12/2012 - 00h16

O programa de cotas para alunos de escolas públicas apresentado por USP, Unesp e Unicamp ao governo estadual paulista deverá contar com verba adicional ao que as universidades já recebem.

O modelo prevê recursos extras para a criação e manutenção do curso superior preparatório que parte dos estudantes beneficiados farão, antes de entrar nas graduações das universidades.

Segundo a Folha apurou, o modelo do projeto já foi aprovado por Alckmin, que deverá fazer o anúncio oficial do projeto na quinta-feira (20).

As três instituições recebem 9,57% do ICMS (principal imposto paulista).

O entendimento das universidades é que a verba é insuficiente para manter os alunos do curso preparatório.

A ideia apresentada pelas instituições é que o curso seja dado semipresencialmente por meio da Univesp (a recém-criada universidade virtual de São Paulo).

A Folha apurou que esses estudantes, que estariam entre os melhores das escolas de ensino médio público, poderão ocupar ao menos 20% das vagas nas três universidades, sem fazerem vestibular. O critério de escolha será a nota no curso preparatório.

A meta final é que até 2016 ao menos 50% dos ingressantes nas universidades sejam egressos de escolas públicas.

Na USP, por exemplo, 28% dos matriculados em 2012 eram da rede públicas.

Além do curso preparatório, inspirado nos “colleges” americanos, as universidades deverão adotar outras estratégias, a serem definidas.

Depois do aval oficial do governador, a proposta ainda terá de ser referendada pelos Conselhos Universitários das escolas. Na USP, a ideia é que haja discussão também nas suas mais de 40 unidades de ensino e pesquisa.

Alckmin pediu às universidades que apresentassem um modelo para aumentar o número de alunos da rede pública em seus cursos.

O governo estadual –responsável pelas três instituições– está pressionado por uma lei federal já em vigor, que determina que 50% das vagas das universidades da União sejam reservadas para alunos de escolas públicas.

Fonte: Folha de São Paulo


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