Pretubom, Soul Tambor e Araketu vão animar o réveillon do Prado

Soul Tambor-Lucas Di Fiori/ex vocalista do Olodum
Lucas Di Fiori começou a temperar o desejo de formar o Soul Tambor há muito tempo. Aos nove anos, em 1991, ele ingressou na Escola Olodum, projeto social de arte-educação, com destaque para percurssão, dança e canto. Daí, migrou para a Banda Mirim, em 1994, quando gravou o primeiro disco de sua carreira, aos 12 anos. No álbum ”Menino Dourado”, o cantor teve paricipação em duas faixas: a música que dá título ao CD, de Ubiraci Tibiriçá, e ”Meninos dos Deuses”, canção do mestre Neguinho do Samba e Germano Meneguel.
Chamando a atenção do público, aos 17 anos, foi convidado para a ala de canto da banda Olodum. Era o ano de 1999. O disco de estreia foi “Bahia Negra”. A música “Venha me amar” (Marquinhos Marques, Nem Tatuagem, Tarcísio), na voz de Lucas de Fiori, virou hit. Com isso, veio a primeira turnê internacional para os Estados Unidos. Como uma das vozes principais do Olodum, o reconhecimento se solidificou: por dois anos consecutivos, ganho o troféu Dodô e Osmar, prêmio do Jornal A Tarde, como Melhor Cantor de Bloco Afro ( 2010 e 2011).
Os tambores começavam a rufar…
Depois de 21 anos de carreira no Grupo Olodum, Lucas Di Fiori coloca o Soul Tambor no ar. E isso é sinal de samba-reggae, temperado com bases da Black Music, MPB, Axé e Pagode Bahiano.
“Estamos em liberdade percussiva! A criação da Soul Tambor vem reforçar o meu desejo por ritmos múltiplos”, afirma Lucas.
O Soul Tambor faz uma musica cheia de referências. De Tim Maia aos Mestres: Neguinho do Samba e Carlinhos Brown.
Pretubom-Fábio Souza/vencedor do Programa Fama da Rede Globo
A Banda Pretubom é comandado por baiano Fabio Souza, vencedor do Fama 4, da Rede Globo, e foi criada em 2006, pelo cantor, nascido em Ilhéus, e que canta na noite desde os 12anos.
O grupo é composto por treze músicos, toca pagode com uma linha melódica que inclui batidas eletrônicas e backing vocal inspirado na música gospel norte-americana.
O nome PretuBom foi pensado para exaltar a cultura negra. “É engraçado que aqui na Bahia, o estado mais negro do país, muita gente ainda tenha preconceito ou fale mal da cultura-negra.”
O Pretubom está arrancando elogios da crítica de do público, por onde passa”A banda tem pouco tempo de criada, mas ensaiamos muito em estúdios e fizemos alguns laboratórios com o público, para definir repertório, mas não esperava que nossas apresentações fossem encantar o público tão rapidamente “, conta Fábio Souza.
Araketu- Tatau de novo comandando a banda.
Criada em 8 agosto de 1989, a banda Ara Ketu começou o seu trabalho musical com uma ênfase a percussão. Diretamente associada ao Bloco Ara Ketu, em paralelo, a Banda realizava um trabalho baseado na pesquisa da música africana tradicional, devidamente readaptada musicalmente para a Bahia.
A partir deste período começaram as viagens internacionais, levando para países da Europa, América Latina e a cidades dos Estados Unidos a música que se produzia na Bahia.
Em 1990 incorporou novos elementos à sua música, devido à participação da empresária da Banda Ara Ketu e diretora do Bloco Ara Ketu, na criação do memorial da Ilha de Goré Almadie, no Senegal. Lá ela conheceu de perto a musicalidade moderna africana: música de origem tribalística, eminentemente percussiva, misturada a sintetizadores, samplers e instrumental eletrônico. Este fato levou-a a implementar essa nova musicalidade na Banda Ara Ketu, fazendo as devidas adaptações musicais.
Aproveitando o melhor da percussão existente no Bloco Ara Ketu, bem como o vocalista (Tatau), que já fazia parte do Ara Ketu percussivo, buscou-se o restante dos músicos para formar o instrumental eletrônico e o naipe de sopro, que tivesse identificação com essa nova formação.
A VOLTA DE TATAU
Tatau ficou um período fora do grupo para apostar na carreira solo e agora no fim de 2012 assumiu novamente o comando do grupo e promete voltar a agitar as grandes festas dentro e fora do país com o agito e o profissionalismo que sempre embalaram a carreira da Banada que é um das mais badaladas do Brasil.
Hoje, o Ara Ketu é um grupo de reconhecimento mundial. Mas isso não traz acomodação. Pelo contrário, cada vez mais propõe novos desafios, revitalizando a tradição e levando a música negra para novas direções.