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Ezequias Alves-Eucalipto: ASombra Negra da Suzano
Desde que a Suzano Papel e Celulose iniciou suas atividades na região de Teixeira de Freitas, a promessa de desenvolvimento econômico e geração de empregos foi amplamente divulgada. No entanto, o que temos visto é um quadro preocupante de degradação ambiental e impactos negativos para as comunidades locais. A monocultura do eucalipto, principal matéria-prima da Suzano, tem se mostrado um inimigo silencioso da biodiversidade e da sustentabilidade regional.
Historicamente, o eucalipto é uma espécie exótica, introduzida no Brasil para suprir a demanda da indústria de papel e celulose. Sua rápida taxa de crescimento e alta rentabilidade atraíram empresas como a Suzano. Contudo, essa planta possui características que a tornam uma ameaça ao meio ambiente: sua alta absorção de água prejudica os aquíferos e os corpos d’água locais, levando ao desequilíbrio hídrico e afetando o abastecimento de água para a agricultura e consumo humano.
Além disso, a monocultura do eucalipto provoca a perda de biodiversidade. O cultivo intensivo dessa espécie reduz a variedade de flora e fauna, comprometendo a sobrevivência de espécies nativas e alterando os ecossistemas locais. A substituição de áreas de mata nativa por vastas plantações de eucalipto não só empobrece a fauna e a flora, mas também destrói o habitat de muitas espécies endêmicas.
A Suzano, uma das maiores empresas do setor, tem responsabilidade direta nesses impactos. Sua expansão na região tem sido marcada por um modelo de negócios que prioriza o lucro em detrimento do meio ambiente e da qualidade de vida das populações locais. A empresa promove uma narrativa de desenvolvimento e sustentabilidade, mas a realidade é bem diferente. Os malefícios causados pelas suas operações, como a contaminação de solo e água por produtos químicos usados nas plantações, são frequentemente subestimados ou omitidos.
Como resultado, comunidades rurais e indígenas têm enfrentado dificuldades crescentes para manter suas atividades tradicionais, como a agricultura de subsistência. O uso intensivo de recursos naturais pela Suzano gera um cenário de insegurança alimentar e hídrica para essas populações, que veem seus modos de vida ameaçados.
Chegou o momento de exigir responsabilidade e compromisso das grandes empresas como a Suzano. Devemos lutar por um modelo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente, preserve a biodiversidade e garanta a sustentabilidade para as futuras gerações. A monocultura do eucalipto pode até ser lucrativa no curto prazo, mas os danos ambientais e sociais que ela causa são um custo que não podemos mais ignorar.
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