Pensando
com coragem

Mateus Guerra mantém a sina do vice romper com o prefeito e rompe com Marcelo Belitardo, será?

23/01/2026 - 20h16

O que parecia ser uma aliança política para a vida toda parece que não durou nem o suficiente para Mateus Guerra chegar a sentar na cadeira de prefeito, ao menos para tirar uma foto.

Antes, os dois pareciam carne e unha; onde um estava, o outro estava junto. Agora, parecem genro e sogra: onde um está, o outro não pode estar.

Parecia namoro de adolescentes, daqueles que fazem juras de amor e mandam tatuar o nome. Agora está mais para casamento em divórcio, ambos analisando o que podem ganhar ou perder com o término.

Desde Vagner Mendonça, que foi apoiado por Timóteo Brito quando era vice e se tornou prefeito, nenhum dos vices, de lá para cá, começou e terminou no mesmo palanque ou do mesmo lado que o prefeito.

Dona Nina rompeu com Vagner Mendonça; Coronel Calheiros, com o padre Aparecido; Dr. Hosmário foi na mesma linha; Gilberto do Sindicato rompeu com João Bosco; Lucas Bocão rompeu com Timóteo Brito; Iuri Fernandes rompeu com Marcelo Belitardo. E agora, quando tudo parecia caminhar para que Mateus Guerra fosse o candidato de Marcelo Belitardo, os rumores dão conta do seu rompimento, ou pelo menos do distanciamento da gestão Belitardo.

Será um rompimento ou apenas um distanciamento?

Por que será que Marcelo Belitardo não atende mais às ligações de Mateus Guerra?

Por que será que Mateus Guerra não comparece aos eventos da Prefeitura de Teixeira de Freitas?

O que houve? Quem semeou a discórdia?

Quem traiu quem, ou quem abandonou quem?

O histórico de Mateus Guerra na política é curto: foi candidato a vereador apoiando Caio, mas terminou a eleição apoiando Marcelo Belitardo. Foi eleito, passou quatro anos defendendo a gestão municipal e chamando Marcelo Belitardo de bacana. Será que agora já pulou do barco?

Ou será que alguém empurrou?

Será que a mosca verde mordeu Mateus e ele quis sentar na cadeira de prefeito antes da hora?

O pior é que sentar na cadeira era apenas um ensaio fotográfico, e as más línguas espalharam que ele queria a cadeira de prefeito.

Marcelo Belitardo, perdoa Mateus Guerra. Ele só queria uma foto na cadeira do prefeito, era só para recordação, nem iria para as redes sociais.

Maldade fez quem convenceu ou incentivou Mateus a tirar a foto.

Ele nem ia puxar a cadeira.

Jotta Mendes é radialista, jornalista e escritor.


Deixe seu comentário