Polícia Civil cumpre mandado de prisão por estupro de vulnerável em Itamaraju

Na manhã desta terça-feira (08), a Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Territorial de Itamaraju, cumpriu um mandado de prisão preventiva contra J. S. A., conhecido como “Major”, de 44 anos. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável, tipificado no artigo 217-A, caput, do Código Penal.
O mandado foi expedido pela 1ª Vara Criminal, Júri e Execuções Penais da Comarca de Itamaraju (BA), no âmbito do processo nº 8000598-20.2026.8.05.0120. A ordem judicial foi cumprida após o investigado ser apresentado na Delegacia Territorial, onde a prisão foi formalizada e as medidas legais cabíveis foram adotadas.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações estão reunidas no Inquérito Policial nº 1318/2026, instaurado para apurar graves denúncias de abuso sexual contra duas irmãs, de 10 e 12 anos, ambas em situação de extrema vulnerabilidade. Conforme apurado, o suspeito utilizava a relação de proximidade e confiança com as vítimas e seus familiares para facilitar a prática dos crimes, inclusive envolvendo os próprios filhos como meio de aproximação.
Durante a investigação, foram colhidos depoimentos das vítimas em sede de produção antecipada de provas. Segundo a polícia, os relatos se mostraram firmes, coerentes e harmônicos entre si, apontando para a prática reiterada de atos libidinosos de extrema gravidade.
Os elementos reunidos também indicaram risco à ordem pública, à instrução criminal e à integridade psicológica das vítimas, o que fundamentou a decretação da prisão preventiva.
Após o cumprimento do mandado, o suspeito foi colocado à disposição da Justiça e permanece custodiado em unidade prisional adequada. A prisão foi comunicada ao Poder Judiciário, ao Ministério Público e à família do investigado, conforme determina a legislação.
A Polícia Civil informou ainda que o inquérito foi concluído e será encaminhado à Justiça.
Combate à violência sexual
Casos como este reforçam a importância da denúncia e da atuação integrada das forças de segurança no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. Autoridades orientam que qualquer suspeita seja comunicada imediatamente aos órgãos competentes, garantindo a proteção das vítimas e a responsabilização dos autores.