Policial

Após gravar vídeo negando morte da mulher em Arraial d’Ajuda, DJ Danka é encontrado morto em Goiânial

12/04/2026 - 22h42

Porto Seguro: Quarenta e oito horas após o corpo da promotora de eventos Juliana Guaraldi, de 39 anos, ser encontrado em Arraial d’Ajuda, o marido dela também foi localizado morto. Daniel Carlos Sobreira, de 41 anosm, o DJ Danka, foi achado em uma rua de Goiânia na manhã deste domingo. A família confirmou que ele tirou a própria vida por superdosagem de medicamentos, pouco tempo depois de gravar vídeos negando envolvimento na morte da mulher.

Juliana foi encontrada na manhã de sexta-feira, na Rua do Ipê, bairro Mangabeira. O corpo estava no interior da residência, em avançado estado de decomposição — o que indica que o crime teria ocorrido há vários dias. A perícia identificou sinais de estrangulamento no pescoço. Como Daniel não foi localizado em Arraial logo após a descoberta do corpo, passou a ser acusado por pessoas da comunidade de ter fugido após cometer o crime.

O casal mantinha uma parceria profissional de 16 anos: Juliana gerenciava a carreira do DJ Danka em eventos de luxo e resorts em Trancoso. No sábado à tarde, de Goiânia, Daniel publicou uma sequência de vídeos afirmando que soube da morte pela imprensa e reagiu ao que chamou de discurso de ódio.

“Esse vídeo é só para deixar registrado que fiquei sabendo do assassinato… eu não estava presente no fato, fiquei sabendo por um site. Passei a ser questionado se não estaria escondendo nada, que todo mundo em Trancoso já sabia que eu tinha matado a Juliana.”

No desabafo, Daniel reforçou que, apesar da separação recente, a relação com a ex-companheira ainda passava pela gestão da empresa de eventos.

“Juliana foi uma grande mulher. Foi um relacionamento de idas e vindas. Foi minha companheira, com todos os defeitos que eu e ela tínhamos. O pouco que discordávamos era a forma como a gente lidava com a empresa que eu trabalhava junto com ela.”

O caso segue sob investigação da Polícia Civil como feminicídio e morte a esclarecer. Até o momento, as autoridades não haviam formalizado o indiciamento de Daniel como autor do crime. Com o novo cenário, o inquérito busca agora elementos técnicos para determinar se o desfecho do DJ foi uma reação ao peso das acusações sofridas ou se o suicídio está diretamente ligado a uma eventual admissão de culpa pelo assassinato da empresária.

ENTENDA A CRONOLOGIA:

▪️ Sexta-feira (10): O corpo de Juliana é encontrado no bairro Mangabeira, em Arraial d’Ajuda (Porto Seguro). A perícia identificou sinais de estrangulamento e avançado estado de decomposição, indicando que a morte ocorreu dias antes.

▪️ Sábado (11): Diante da ausência de Daniel, pessoas da comunidade passaram a acusá-lo de fuga e autoria do crime. De Goiânia, o DJ gravou um desabafo alegando ser vítima de um “tribunal de ódio” e afirmou que a relação com Juliana era de parceria profissional.

▪️ Domingo (12): Daniel é encontrado morto na capital goiana.

Fonte: Radarnews


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