Escândalo ambiental e sanitário pode atingir hospitais do Extremo Sul da Bahia
Uma grave denúncia envolvendo o descarte de resíduos hospitalares pode desencadear um escândalo ambiental e sanitário no Extremo Sul da Bahia. Hospitais públicos e unidades de saúde de Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro estariam utilizando serviços de coleta, transporte e destinação final de lixo hospitalar prestados por uma empresa questionada por possível ausência de licença operacional válida junto aos órgãos ambientais competentes.
Segundo informações obtidas pela reportagem, gestores e responsáveis pelos contratos já teriam sido formalmente alertados sobre a situação envolvendo a empresa. Mesmo diante dos comunicados, os serviços continuariam sendo executados normalmente, sem qualquer suspensão aparente dos contratos e sem esclarecimentos públicos por parte das instituições envolvidas.
Entre as unidades citadas nas denúncias estão o Hospital Regional de Teixeira de Freitas, Hospital Sagrada Família, UPA Municipal de Teixeira de Freitas, Hospital Regional de Eunápolis, Hospital AMES, Hospital Ramos e o Hospital Municipal Luiz Eduardo Magalhães, em Porto Seguro.
O gerenciamento de resíduos hospitalares exige rígido controle técnico e ambiental, já que envolve materiais biológicos, químicos e potencialmente infectantes, capazes de causar sérios impactos à saúde pública e ao meio ambiente caso sejam manipulados ou descartados de forma irregular.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam que uma eventual operação sem licença válida pode gerar questionamentos administrativos, ambientais e sanitários, além de possíveis responsabilizações de gestores públicos, fiscais de contrato e empresas envolvidas na prestação dos serviços.
A reportagem também apura se contratos continuam recebendo pagamentos com recursos públicos mesmo após alertas relacionados à regularidade operacional da empresa responsável pelo serviço.
Até o momento, não houve manifestação oficial dos hospitais citados, das prefeituras envolvidas ou da empresa mencionada nas denúncias.
O caso poderá ser encaminhado ao Ministério Público, órgãos ambientais e tribunais de contas, aumentando a pressão por fiscalização, transparência e esclarecimentos sobre um tema que envolve saúde pública, segurança ambiental e aplicação de recursos públicos.
