Nova fase da Operação Magnum cumpre mandados e reforça cerco a organização criminosa ligada ao tráfico de drogas

Camaçari: A Polícia Civil de Teixeira de Freitas deu mais um importante passo no combate ao crime organizado com o avanço da Operação Magnum, deflagrada pela 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (8ª Coorpin/Teixeira de Freitas) sob o comando dos delegados Ricardo Amaral e Willian Pereira. A ação aconteceu nesta quinta-feira, 6 de agosto, onde investigadores cumpriram novos mandados de busca e apreensão em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, e localizaram diversos bens e materiais ligados a um dos alvos, Leandro Alves dos Santos, vulgo “Caga Óleo”, de 40 anos, apontado como uma das lideranças da organização criminosa investigada.
Desdobramento das investigações
A nova fase da operação é um desdobramento das investigações iniciadas há cerca de um ano, que já haviam resultado na prisão de diversos integrantes do grupo criminoso. Conforme divulgado anteriormente pela Polícia Civil, a primeira fase da Operação Magnum desarticulou uma quadrilha responsável pela distribuição, tele-entrega e comercialização de drogas em Teixeira de Freitas, além de investigar crimes de homicídio, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Presos na primeira fase
Entre os presos estavam:
– Cassiano Dias Brito, 29 anos (lotado na Secretaria de Meio Ambiente de Teixeira de Freitas)
– Rafael Nunes Di Lauro Dias, 23 anos
– Verônica Silva Cardoso Gama, 38 anos (conhecida por prestar serviços de marketing digital na cidade)
Apreensões em Camaçari
Durante as diligências realizadas hoje nos bairros Ulisses Guimarães e Piaçaveira, em Camaçari, os policiais apreenderam:
– 64 relógios masculinos de elevado valor agregado, avaliados em mais de R$ 22 mil
– Diversas roupas de marcas renomadas ainda com etiquetas
Em outro imóvel ligado ao investigado, as equipes localizaram:
– 38 munições de calibre .40
– 14 cartões bancários
– 3 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs)
– 1 documento de identidade profissional
– 2 documentos de habilitação com indícios de falsificação
– 1 notebook e 1 pen drive
Todo o material foi encaminhado para perícia e deverá contribuir para o aprofundamento das investigações.
Objetivo da operação
Segundo a Polícia Civil, a Operação Magnum integra ações estratégicas de inteligência voltadas à produção de provas, identificação de envolvidos e descapitalização financeira de organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas na Bahia. As investigações indicam que o grupo movimentava recursos incompatíveis com a renda declarada de seus integrantes, o que reforça a apuração sobre lavagem de dinheiro.
Ação integrada
A ação foi coordenada pela 8ª Coorpin/Teixeira de Freitas, em conjunto com a 18ª Delegacia Territorial de Camaçari, com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom). A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas medidas poderão ser adotadas para identificar outros envolvidos e ampliar o cerco contra a organização criminosa.
Motivação das investigações
O inquérito policial teve início após o crime que vitimou Gabriel de Jesus Wildemberg Cajá, de 25 anos, ocorrido em 18 de fevereiro de 2026. Durante o aprofundamento das diligências relacionadas ao crime, os investigadores identificaram indícios da existência de um grupo criminoso voltado à comercialização de entorpecentes, que começava a se consolidar na modalidade de entrega por delivery.
Segundo a Polícia Civil, as informações reunidas apontam que o homicídio teria sido motivado por uma disputa relacionada ao tráfico de drogas. Integrantes de uma organização criminosa rival não teriam aceitado a concorrência imposta pelo grupo da vítima, culminando em sua execução. A vítima passou a ser chamada pelos vulgos de “Zé Delivery”, “Zé Tempero” e “Zé Flores”. O grupo já vinha criando um mecanismo de atendimento automático para clientes.
Novos desdobramentos
Segundo a Polícia Civil, a Operação Magnum poderá alcançar em breve novos alvos. Além da morte de Gabriel, o delegado confirmou que a morte de Arthur Silva de Lucena, vulgo “Rato”, também tem ligações com o grupo investigado. Arthur seria integrante do grupo de Gabriel e dos presos na operação.
Histórico criminal de “Caga Óleo”
Leandro, “Caga Óleo”, é um velho conhecido da Polícia e possui passagem por posse ilegal de arma de fogo, tendo sido preso enquanto ainda estava em condicional. Ele foi preso com uma pistola Glock calibre .380. Além disso, já havia sofrido uma tentativa de homicídio na cadeia, após ser preso em uma operação do CETO na época especializada do extinto 13° Batalhão de Polícia Militar.
Nossa equipe segue acompanhando o caso e as operações em curso.
Por: Rafael Vedra/LiberdadeNews