O silêncio e a omissão de Marcelo Belitardo diante do caso Leandro Láudano

Prefeito diz que não é “omisso”, mas permanece em silêncio diante de episódio envolvendo seu procurador-geral
TEIXEIRA DE FREITAS — O discurso é de que não existe omissão. A realidade, porém, levanta uma pergunta incômoda: se Marcelo Belitardo não é omisso, por que ainda não se manifestou publicamente sobre o caso envolvendo o procurador-geral do município, Leandro Sabóia Láudano?
A declaração do prefeito de que não é “omisso” continua repercutindo nos bastidores da política e nas redes sociais. E, diante dela, o Repórter Coragem decidiu relembrar episódios que exigem respostas da administração municipal.
O mais recente deles envolve justamente uma autoridade que ocupa uma posição estratégica dentro da Prefeitura.
O CASO DE ALMADINA
Leandro Sabóia Láudano esteve envolvido em um processo relacionado a supostas irregularidades envolvendo recursos públicos destinados à pavimentação no município de Almadina.
De acordo com informações divulgadas sobre o caso, Láudano teria reconhecido sua participação nos fatos e firmado um acordo judicial, efetuando o pagamento de R$ 40 mil com recursos próprios para o encerramento da demanda.
É preciso deixar claro: um acordo judicial não deve ser confundido automaticamente com uma condenação criminal. A natureza e os efeitos jurídicos do acordo precisam ser considerados conforme o processo e a decisão judicial.
Mas existe uma questão que permanece sem resposta em Teixeira de Freitas:
Qual é a posição do prefeito Marcelo Belitardo diante desse episódio?
Até agora, o silêncio chama atenção.
POR QUE O PREFEITO NÃO FALA?
Se o procurador-geral do município ocupa uma função de tamanha relevância, não seria natural que o prefeito viesse a público explicar se tinha conhecimento do caso, se determinou alguma investigação e se considera adequada a permanência de Láudano no cargo?
Ou será que, para a gestão municipal, o assunto não merece explicações?
Como perguntar não ofende, o Repórter Coragem pergunta:
👉 Por que Marcelo Belitardo ainda não se posicionou sobre o caso?
👉 O prefeito considera satisfatórios os esclarecimentos apresentados por Leandro Láudano?
👉 Houve alguma apuração interna para verificar se existem outros fatos que possam ter relação com a atuação do procurador?
👉 O prefeito adotou alguma providência administrativa após tomar conhecimento do episódio?
👉 E por que um caso dessa natureza não provocou, até o momento, uma manifestação pública mais contundente do chefe do Executivo?
E TEIXEIRA DE FREITAS?
Existe ainda uma pergunta que precisa ser feita com responsabilidade:
há qualquer indício ou denúncia de que recursos públicos tenham sido desviados em Teixeira de Freitas envolvendo Leandro Láudano?
Até o momento, não há informação pública apresentada que permita afirmar que isso tenha acontecido.
E justamente por isso a pergunta precisa ser respondida pela administração: houve ou não houve alguma apuração?
Não se trata de condenar antecipadamente ninguém. Trata-se de transparência.
Quem exerce função pública, especialmente em uma área estratégica como a Procuradoria-Geral do Município, está sujeito ao escrutínio da sociedade.
OMISSÃO OU OPÇÃO PELO SILÊNCIO?
Marcelo Belitardo afirma que não é omisso.
Então, que fale.
Que explique.
Que esclareça.
Que diga à população se tomou alguma providência.
Porque, quando uma autoridade pública permanece em silêncio diante de um assunto que envolve um integrante de sua própria administração, o silêncio não encerra as perguntas — ele aumenta a curiosidade da sociedade.
O prefeito tem todo o direito de apresentar sua versão.
Leandro Láudano também tem o direito de esclarecer os fatos e apresentar sua defesa.
E o cidadão tem o direito de perguntar.
O Repórter Coragem continuará perguntando.
Porque quem administra dinheiro público precisa estar preparado para prestar contas.
E quem diz que não é omisso precisa demonstrar isso também quando as perguntas são difíceis.
O espaço está aberto para a manifestação do prefeito Marcelo Belitardo e dos demais envolvidos.
Repórter Coragem — informação, cobrança e defesa do povo.