Sindicato dos Policiais Civis suspende a custódia de presos na 8ª Coorpin
O Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc) suspendeu, nesta sexta-feira, 1 de fevereiro, a custódia de presos na carceragem da 8ª Coorpin. A medida visa coibir uma prática que vinha sendo feita no Estado da Bahia, a qual apresenta uma série de irregularidades, tanto que já houve protesto por parte dos policiais civis e, agora, resolveram suspender de uma vez por todas a custódia de presos nas delegacias de Polícia Civil.
Para chegar a essa medida, o sindicato enviou um oficio ao juiz criminal de Teixeira de Freitas, Argenildo Fernandes dos Santos, quando o informa dessa decisão, elencando, ainda, restrições que atingirão os presos que permanecerão custodiados na carceragem da 8ª Coorpin enquanto não forem transferidos para o presídio.

Atividades suspensas
O ofício encaminhado ao juiz criminal, que foi assinado pelo presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Marcos de Oliveira Maurício, resolve suspender a parti de 1 de fevereiro as atividades de visitas de parentes de presos custodiados na 8ª Coorpin, entrega de alimentação suplementar concedida por parentes dos encarcerados, visitas dos advogados ao seus respectivos clientes, assim como o translado de qualquer natureza, ficando mantida apenas por concessão dos investigadores, a responsabilidade de entregar três alimentações fornecidas pelo Estado.
Também fica mantido o atendimento aos oficiais de Justiça em caso de alvará de soltura, atendimento de emergência médica aos presos, que deve ser feita acompanhada de escolta da Polícia Militar.
O mesmo ofício encaminhado ao juiz foi entregue ao secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, através do ofício 061/2012 de 6 de novembro de 2012 (à época), quando o Sindicato solicita intermediação no sentido de adotar medidas necessárias para minorar os problemas existentes.
Ao comentar essas medidas, o diretor do Sindpoc em Teixeira de Freitas, o investigador especial Luís Henrique Ressurreição de Souza, o “Lula”, destacou que isso é necessário em razão de que a custodia de presos não é o papel da Polícia Civil, isso deve ser feito pelo Estado em uma unidade apropriada. O fato de a custodia estar sendo feita na 8ª Coorpin vinha trazendo certa vulnerabilidade na questão da segurança, tanto dos presos, quanto dos policiais civis.
Por Jotta Mendes/ Repórter Coragem