Jotta Mendes Pensando com Coragem “Estado de emergência” ou maneira de ajudar correligionários?

No primeiro momento, ninguém questionou a decretação do estado de emergência, apenas o fato de ele ter sido omitido da imprensa, algo desnecessário, haja vista, que toda a imprensa estava (está?) disposta a ajudar Bosco e sua equipe neste início de gestão.
Em meio às minhas indagações, preciso parar a fim de esclarecer alguns pontos, digamos, obscurecidos por quem não conhece minha trajetória. Há quem fale que o Repórter Coragem é oposição, a estes, afirmo que não, pois, no papel de repórter, eu não sou situação, tampouco, oposição. Vale salientar que não apoiei o atual prefeito – e todo mundo sabe disso! Em caso de outra eleição, por exemplo, ficarei, novamente, em palanque oposto ao dele. Depois, fazer oposição, para mim, é para os políticos com cargo na mão; e não tenho nenhum cargo político. Assim, não tenho cacife para fazer oposição. A única coisa que tenho, até agora, e que vou sustentar para o resto da minha vida é “POSIÇÃO”.
Explico ao leitor o que seria/ qual seria minha POSIÇÃO: se me pedir para ajudar, posso ajudar; divulgar? Posso divulgar; Em caso de apoio necessário em prol de benefícios para a coletividade teixeirense, eu posso apoiar. Entretanto, o que não posso é concordar com nada que esteja errado, logo, minha POSIÇÃO é defender o povo. Jamais poderei ir contra a vontade e as carências do grupo que, verdadeiramente, detém o poder, uma vez que, diz a Constituição que o poder emana do povo, e para o povo deve ser exercido.
Por tanto, ao ver os interesses do povo sendo sobrepujados pela individualidade, não posso me calar. Neste momento, eu tomo posição – alertar o povo que ele pode estar sendo enganado; se ele não acreditar, aí não posso fazer nada.
Em relação ao “Repórter Coragem” enquanto veículo de comunicação, o seu papel é divulgar aquilo que for de interesse da população, em razão disso, até o momento, foi o site que mais apoiou a administração do atual prefeito – essa não é conclusão minha, transcrevo o que já ouvi de pessoas que fazem parte da atual gestão. Mas, você pode comprovar tal afirmação em uma busca no histórico do site, e verá que todas as ações já realizadas pela Gestão Bosco foram amplamente divulgadas no “Repórter Coragem”. Isso porque entendemos que é necessário ajudar agora para ter subsídios e capacitação para cobrar depois.
Quanto ao estado de emergência…
Existe algum fato relevante, uma epidemia, algo assim, que justifique a sua decretação?
Houve alguma catástrofe entre o final do ano passado e o início deste, com aval da Defesa Civil comprovando a necessidade plena de decretação de estado de emergência?
Bom, se a resposta para essas perguntas for sim, elenque as epidemias, catástrofes, coisa do tipo e, desta maneira, estará justificada, realmente, a decretação do estado de emergência.
Se você tiver, favor enviar para o [email protected], para que possamos divulgar.
É preciso ter em mente que do ponto de vista legal, o estado de emergência só pode ser decretado se for devidamente justificado por um dos itens citados mais acima.
Por isso, começo a desconfiar que o estado de emergência foi uma forma de ajudar correligionários que teriam contribuído financeiramente na campanha do atual prefeito – já sob a promessa de serem recompensados posteriormente.
Durante o período de campanha, Bosco teria feito acordos com muita gente para ganhar a eleição, e, talvez, “ajudar” tanta gente cumprindo todos os trâmites do processo licitatório seria praticamente impossível. Afinal, outras pessoas poderiam disputar de igual para igual o processo licitatório, no qual, vence o menor preço. Isso dificultaria o favorecimento de aliados, porque haveria o risco real de alguém que não tivesse envolvido no grupo que o elegeu ganhasse a licitação.
E já tem gente de fora sendo beneficiada com o tal estado de emergência: uma empresa que veio de Salvador para cuidar da limpeza do município, já está instalada às margens da BR-101, em um galpão enorme onde, antigamente, funcionava a distribuidora da Coroa. A quem pertence essa empresa?
Segundo as “más línguas”, ela é de Luiz Caetano, ex-prefeito de Camaçari e ex-presidente da UPB, que não só financiou a campanha de Bosco, como bancou sua candidatura a primeiro tesoureiro da UPB, tendo João Bosco vencido.
Caetano é o mesmo que foi visto dando dinheiro a um radialista, que seria candidato a prefeito, mas, desistiu, para apoiar Bosco.
Qual o valor do contrato sem licitação feito entre a referida empresa e o município?
Em suma, infelizmente, há muita coisa em torno desta declaração de estado de emergência a ser explicada. Ele deixa a Administração João Bosco, apenas no início de seus trabalhos, sob o manto da suspeição.
Então, é possível, que tenham se pautado nesta brecha legal (DECRETAR ESTADO DE EMERGÊNCIA) para dispensar licitações, todavia, nesta situação específica de Teixeira, ela perde a legalidade no momento em que fica comprovada a ausência de motivos aceitáveis para esta decretação. E, com isso, ficamos, por ora, ficamos com a ideia de que isso foi jogada para facilitar o favorecimento de correligionários.
Mas, deixo para vocês a pergunta: qual a verdadeira intenção do tão citado decreto?
Jotta Mendes é radialista e repórter