Polícia Civil esclarece homicídio ocorrido no Liberdade I
A Polícia Civil de Teixeira de Freitas, sob coordenação do delegado Marcus Vinícius, através do Serviço de Investigação em Local de Crime (SILC), comandado pelo delegado Marco Antônio Oliveira Neves, esclareceu o homicídio e prendeu os acusados de executar João Paulo Almeida, de 20 anos, em 9 de março, na esquina da rua Líbia com a rua Argélia, no Liberdade I.

Os acusados são Rafael Silva Guimarães, 20 anos, e um menor de 17 anos. Rafael foi preso no início da tarde de terça-feira, 19 de março, através de mandado de prisão preventiva. Na mesma ocasião, o menor foi apreendido e será apresentado ao Ministério Público, que deverá optar por sua internação provisória.

Segundo investigou a equipe de Marco Antônio Neves, o crime teria sido motivado por uma dívida de drogas entre a vítima e Rafael. O traficante teria ordenado ao menor que matasse João Paulo, mas, o adolescente teria ido à residência da vítima e contado a ela sobre os planos de Rafael.


Dona Eliene chora sobre corpo do filho executado no Liberdade
Em seguida, talvez, por gratidão, a vítima teria permitido que o menor pegasse sua arma e saísse com ela para rua. Mais tarde, João Paulo teria encontrado com o adolescente, quando pediu que lhe devolvesse o revólver. Mas, para sua surpresa, o menor sacou a arma e efetuou três disparos contra em João. Um mascou e dois atingiram-no fatalmente.
Segundo informações, Rafael tomou uma bicicleta da vítima como garantia de pagamento da dívida. Uma vez João não pagando, ele ordenou sua execução.

Ao ser apresentado à imprensa no início da tarde de quarta-feira, 20 de março, o menor contou outra versão para o crime: ele teria matado João Paulo porque este queria o matar. No entanto, a polícia rebate afirmando que, caso a vítima quisesse o matar, jamais teria dado ao menor sua arma.

Rafael é apontado na investigação da polícia como sendo o controlador do tráfico de drogas no Liberdade I. Ele é investigado por suspeitas de participação em outros homicídios.

O menor também é investigado pela polícia por suspeita de envolvimento em outras mortes, porém, não há, pelo menos por enquanto, indícios de que os dois tenham atuado em parceria em quaisquer crimes, exceto o do assassinato de João. A polícia acredita que o menor tenha recebido alguma recompensa pela morte de João Paulo.

Durante a oitiva, o adolescente apontou para a polícia o local onde estava a arma que teria sido utilizada no crime, um revólver calibre 38 que pertencia à vítima.
Por Jotta Mendes/ Repórter Coragem