Política

Debate entre secretário estadual de Cultura e população marca passagem da Caravana Cultural por Prado

22/03/2013 - 16h52

A passagem da Caravana Cultural por Prado foi marcada, à noite, por um debate muito positivo entre o secretário estadual de Cultura, Albino Rubim, e os representantes culturais locais.

Entre os temas debatidos, destacam-se a importância do Plano Nacional de Cultura – já que o problema da descontinuidade era um grande empecilho nesta área, os planos de longo prazo são essenciais para que haja estabilidade às políticas culturais do Estado. Importante ainda foi a colocação da proposta para que os projetos concorram entre si por região, o que contemplará uma diversidade territorial maior possível.

Secretário de cultura aplaude apresentação do Prado (4)Também foram citados o avanço e a imparcialidade que os editais propiciam, já que, historicamente, os projetos eram escolhidos através de amizades e indicações – hoje, apesar de deficientes em certos aspectos, os editais democratizam a distribuição de verba.

Um dos momentos mais intensos do debate ficou por conta do desabafo de Priscila, educadora local, que expôs a necessidade da cultura ser também direcionada à questão ambiental, citando, inclusive, o seu projeto para a preservação da água. Além disso, Priscila também apontou a necessidade da conservação e valorização da cultura indígena, que muitas vezes acaba sendo esquecida, ou, diminuída em relação a outros tipos de cultura.

Secretário de cultura aplaude apresentação do Prado (3)Antes disso, durante o dia, a Caravana Cultural passou pelo distrito de Cumuruxatiba e visitou o circo Don Juan. Fundado há 3 anos por Gili e Juan, o “circo”, que, na verdade é um belo espaço arborizado, em frente à praia e decorado com objetos circenses, tem um propósito muito maior do que formar malabaristas e trapezistas – eles se preocupam em estimular as relações humanas e ensinar às crianças e jovens da região sobre respeito, amor e tolerância ao próximo. Pode-se dizer que os fundadores – ela, israelense; e ele, argentino – são cidadãos do mundo; passaram 30 anos morando em diversos países sempre vivendo de arte e resolveram estabilizar-se em Cumuruxatiba, criando este espaço cultural aberto para todos. Segundo a própria Gili, a motivação deles é “espalhar o conhecimento de vida adquirido para as pessoas e mostrar que há opções, que é possível viver de uma forma alternativa”. Lá ocorrem oficinas dos mais variados tipos como música, fabricação de pão caseiro, artes circenses, teatro e educação ambiental.

Secretário de cultura aplaude apresentação do Prado (5)Em Prado, no auditório da Câmara Municipal, houve apresentações de música e dança, essas que estão tão presentes na cultura pradense.

O show começou com o trompetista Mário e seguiu com outro grupo de Marujada, o que mostra como esta tradição de origem africana é importante para o Sul da Bahia. Em seguida, houve a apresentação teatral “Jesus Não Foi Pra Cruz”, interpretada com grande talento e desenvoltura por Catarina Vitória, integrante do Grupo Pradarte. A capoeira foi muito bem representada pelo Pernada Baiana e a parte teatral ficou por conta de um monólogo interpretado pelo Greg, integrante do Grupo de Teatro Persona, que teve como tema o significado e o prestígio de ser pradense.

Secretário de cultura aplaude apresentação do Prado (1)As apresentações de dança foram maioria nas manifestações culturais em Prado, sendo representados os ritmos que mais fazem sucesso no Estado. O grupo Zouk Na Veia fez uma demonstração do gênero zouk, dança latina de grande influência no Norte/Nordeste; o grupo Aero Axé Dance coreografou sucessos do axé contemporâneo; o pagode também esteve presente através do grupo Suingue Atrevido e o arrocha foi representado pelo grupo Melhor Que Chocolate.

Um dos grandes destaques da noite foi a apresentação do projeto Quebra o Coco, Mas Não Arrebenta a Sapucaia, finalista do 3º Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais, promovido pela revista “Fórum” e a Fundação Banco do Brasil. Idealizada pelo professor André Luís, a proposta traz a iniciativa da geração de renda em escolas do município através do artesanato proveniente da sapucaia.


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