Política

Quem está com a verdade, padre Apparecido ou João Bosco?

04/04/2013 - 17h01

Dados apresentados pelo vereador Aílson Cruz do PSDB, ex-secretário de Indústria e Comércio de Apparecido, garantem que o ex-gestor municipal de Teixeira de Freitas teria deixado dinheiro no caixa da prefeitura suficiente para pagamento de fornecedores e servidores da saúde.Apparecido X João Bosco

O demonstrativo vai de encontro as informações repassadas pela atual administração que inclusive decretou estado de emergência por conta do caos financeiro dos cofres públicos do município, com rombos na Educação e Saúde.

O documento foi lido durante a última sessão da Câmara Municipal de Vereadores, na terça-feira e aponta um saldo considerável nas contas da prefeitura em 31 de dezembro de 2012, um dia antes da posse de João Bosco.Demonstrativo de saldo deixado por Apparecido

Segundo o demonstrativo, havia saldo de R$ 4.043.767,80 na conta da prefeitura central, R$ 6.124.565,48 na secretaria de Educação e R$ 992.930,35 na secretaria de Saúde, um total de R$ 11.161.293,61.

E mais, R$, 3.965.441,79 que seria liberado pelo Ministério da Saúde através do Conta Fundo a Fundo no início de janeiro.

O demonstrativo também detalha o débito com a prefeitura nos respectivos setores: na prefeitura central a dívida chegaria a R$ 292.488.72, no setor educacional o débito era de R$ 404.335,56, já na Saúde o valor a ser pago era de R$ 2.552.006,23, um total de R$ 5.897.661,02 em dívidas, pouco menos da metade do valor supostamente deixado em caixa, segundo Apparecido.

Aílson que inclusive é da base aliada ao prefeito petista, cogitou a possibilidade da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para investigar se o dinheiro realmente foi deixado em caixa. “Não estou acusando ninguém, apenas precisamos saber se esse dinheiro realmente existiu e qual foi o seu destino”, esclareceu o edil.

Sem esconder sua desconfiança com relação ao ex-prefeito, o vereador Ariston Pinheiro (PP), contestou a veracidade do documento e sugeriu que a Câmara solicite extratos bancários das contas, antes de qualquer decisão coletiva dos parlamentares.

De acordo com o vereador Gilberto do PT, líder do governo na Câmara, os dados divulgados nesta terça, não é surpresa. Segundo ele, no dia 1º de janeiro, Bosco teria apresentado as mesmas informações dos recursos em caixa, no entanto todos comprometidos para pagamento de dívidas.

O edil afirma ainda que auditoria finaliza seus trabalhos agora em abril e o relatório final deve mostrará qual era a real situação financeira do município no dia 1º.

Apparecido Staut ainda não prestou contas de sua gestão e já solicitou prorrogação ao Tribunal de Contas do Município por pelo menos cinco vezes para entrega do relatório final.


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