“Ninguém nunca negou que este dinheiro existe”, afirma Ary dos Remédios ao falar sobre saldo de R$ 15 mi deixado por Apparecido
Em resposta aos questionamentos feitos pelo vereador Ailson Cruz sobre o saldo de R$ 15 milhões deixados pelo ex-prefeito de Teixeira de Freitas, padre Apparecido Staut, o secretário de Finanças do município, Ary Santos, o “Ary dos Remédios”, apresentou um relatório confirmado o saldo e apresentando um valor ainda maior de dívidas, no fim da manhã de terça-feira, 9 de abril, na Câmara de Vereadores. “Vale lembrar que o governo João Bosco em momento algum negou a existência desse dinheiro, no entanto, não tínhamos em mãos dados fundamentados, pois o relatório de transição do antigo gestor só apontava saldos e não dívidas,” disse.
Ainda segundo o secretário, o relatório da contabilidade só foi apresentado no último dia 27, véspera de Sexta-Feira Santa. “Mesmo o governo atual disponibilizando espaço, computadores e dois funcionários, foram precisos dois meses para que as contas do padre Apparecido fossem apresentadas. E neste relatório confirmamos os R$ 15 milhões de saldo, mas, também R$ 22 milhões de dívidas,” explicou.
O mais grave é que, de acordo com Ary, dos R$ 15 milhões em caixa, apenas cerca de R$ 500 mil está disponível para pagamento das dívidas antigas, pois o restante se refere a verba carimbada e não pode ser utilizado em outra atividade que não as que esteja destinada.
Para confirmar as informações divulgadas, um relatório completo foi entregue à Câmara de Vereadores.
O vereador autor dos questionamentos, Aílson Cruz, fez questão de ressaltar que não está contra nem a favor do antigo, nem do atual gestor, apenas pediu esclarecimentos. “Meu papel de vereador é cobrar e fiscalizar, e é isso que estou fazendo, independente de lado partidário,” ressaltou.
Apesar da tentativa do secretário de esclarecer os pontos obscuros das declarações de João Bosco em 15 de janeiro, juntamente com as declarações de Aílson Cruz apresentadas na última semana, os vereadores de sustentação ao prefeito deixaram claro o objetivo de esconder essas informações. Em todo momento eles questionavam em forma de elogio o fato de o presidente da Câmara, Ronaldo Baitakão, ter aberto a reunião à imprensa.
As explicações do secretário também não apontaram o rombo de mais de R$ 9 milhões deixados por Apparecido, o que mostra que, até agora, a atual administração está meio atabalhoada, sem saber o que declarar, ora diz uma coisa, ora diz outra. Ao ser questionado sobre isso pelo repórter Jotta Mendes, “Ary dos Remédios” explicou que naquele dia 15 de janeiro, quando foi declarado o rombo, eles ainda não tinham um real balanço financeiro da situação, haja vista que, o relatório do padre foi apresentado apenas no dia 27 de março.
Por Jotta Mendes/ Repórter Coragem