Agente penitenciário que matou detento do semiaberto é preso pela Polícia Civil
De acordo com a Polícia o crime foi passional. Na manhã desta quarta-feira, 24 de abril, o agente penitenciário, José Antônio Carmo Pereira, 45 anos acabou confessando a autoria do assassinato de Hélio Conceição Manoel, de 38 anos, natural do Prado, que era interno do regime semiaberto e cumpria pena por homicídio no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas.
Hélio foi morto com um tiro na cabeça na manhã de terça-feira, 23, na ladeira que liga o bairro Bonadiman ao Vila Caraípe. Segundo José Antônio, a vítima teria se envolvido com sua esposa.
O autor do homicídio foi preso na manhã desta quarta-feira depois das investigações dos agentes do Serviço de Investigação em Locais de Crime, (Silc) da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior em um trabalho integrado chefiado pelos delegados Marco Antônio e Wendel Ferreira.
De acordo com os delegados as investigações foram iniciadas ainda na terça-feira juntamente com as incursões dos policiais na tentativa de prender Pereira que fugiu para o município de Alcobaça e logo depois retornou para Teixeira, sendo preso pelos agentes investigativos que montaram campana em frente a sua residência no bairro Vila Caraípe.
Em depoimento a Polícia, Pereira contou que a vítima teria abusado de sua confiança. Ele teria contratado Hélio para trabalhar como pedreiro na obra de reforma de sua casa, depois de um tempo a vítima e a mulher de Pereira começaram a se envolver passando a viver um relacionamento extraconjugal.
A traição foi descoberta em dezembro de 2012 quando foi alertado sobre o caso. Ele preferiu investigar e acabou confirmando a situação. O último encontro dos amantes teria sido no domingo, 21. Mas o que realmente teria enfurecido Pereira, foi saber que Hélio afirmou que se o filho do casal que tem 9 anos, fosse um empecilho para que ele e amante ficassem juntos, ele mataria a criança.
Na terça-feira, os dois se encontram na ladeira do Bonadiman, Pereira disse que foi apenas tirar satisfação e a vítima que era capoeirista iniciou uma briga corporal. O agente penitenciário diz que atirou pra se defender e que inicialmente, achou que o único disparo feito por ele, tinha acertado o ombro do presidiário.
No final desta quarta-feira, Pereira foi apresentado à impressa e disse estar arrependido, seu advogado Gean Prates, classificou o caso como uma tragédia familiar.