Prefeitura muda o nome do tradicional Campeonato de Veteranos e não agrada desportistas

O tradicional Campeonato de Veteranos do bairro Tancredo Neves, criado em 1997, no último ano da gestão do prefeito Temóteo Alves Brito, não existe mais. A atual Secretaria de Esporte e Lazer, administração Fernando Melo, pôs fim à forma original do campeonato; atitude que deixou os desportistas da cidade indignados.
O evento criado e administrado durante dezesseis anos pelo desportista Gismálio Lima Amaral, conhecido no meio esportivo por Bai Bracin, teve início neste domingo, 19 de maio, com a disputada entre Independente 0 x 0 Cantinho do Céu.
A competição foi completamente descaracterizada pela Secretaria de Esporte e Lazer de Teixeira de Freitas.
As modificações não agradaram a opinião pública. O campeonato deixou de ter o comando de Bai Bracin na cerimônia de abertura do evento realizada na manhã de domingo (19/5), no que se observou que ele não teve direto de opinar em nenhuma decisão relacionada à competição. Falando à nossa reportagem, Bai Bracin disse que a demonstração feita, inclusive, nos folders e faixas da divulgação do evento, o deixou atônito, e deu a entender que a competição será mesmo conduzida pela Secretaria de Esporte e Lazer. Lá, ao invés de 17ª edição do Campeonato de Veteranos do bairro Tancredo Neves, como deveria ser, a secretaria colocou 17º Campeonato Municipal de Veterano, ao lado a logomarca da Prefeitura Municipal e da Secretaria de Esporte e Lazer. Bai Bracin aproveitou a reportagem e disse que a sua escolinha de futebol necessita muito de ajuda da Secretaria de Esporte e do Poder Municipal, “trabalho com 120 alunos e hoje estou sem bola para treiná-los”, disse. “O secretário Fernando falou que iria ajudar as escolinhas; eu espero que ele possa vir aqui ajudar a minha escolinha. O Fernando é uma pessoa entendida e vai chegar a um denominador comum”,
finalizou.
“Essa atitude da Secretaria de Esporte e Lazer demonstra a falta de reconhecimento ao trabalho prestado ao esporte teixeirense pelo cidadão Gismálio Lima Amaral, o Bai Bracin, nos últimos dezesseis anos, e a forma de divulgação da competição encobriu tudo que o velho Bai realizou durante os últimos 16 anos. Isso se chama ingratidão, e eu vou mais além, covardia” – desabafo deste radialista.
A Secretaria de Esporte e Lazer, no intuito de encobrir o absurdo cometido, em tomar, praticamente, na marra, a competição do seu idealizador oficial, ofereceu a Bai Bracin uma placa em homenagem pelos serviços prestados à competição, porém, a imprensa esportiva especializada, que acompanha o evento desde a sua criação, entenderam que a homenagem foi uma forma de tentar enganar as pessoas e fazer com que todas esqueçam a traição.
A ingratidão é um dos piores males que uma pessoa pode fazer a outra, o efeito pode causar danos irreversíveis, por exemplo, depressão. Eles não perguntaram a Bai Bracin se ele queria desistir da organização do campeonato; simplesmente o excluíram. O cidadão trabalha pelo bem comum durante 16 anos e, de uma hora para outra, sem motivos, é jogado para escanteio. O senhor Bai Bracin recebe neste artigo a solidariedade da imprensa esportiva, Jornal Tribuna do Esporte e Rádio Difusora AM (Programa na Marca do Pênalti); que o acompanha há 16 anos.
Por – Amadeu Ferreira
Radialista DRT 4397 Sinterp Bahia
Jornal Tribuna do Esporte e
Rádio Difusora AM 580