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Herdeiros de área em frente ao Mercado Municipal enviam e-mail à Redação do RC; sem dinheiro no ES, sofre por não poder usufruir o que tem na BA

28/05/2013 - 15h52

Herdeiros de área em frente ao Mercado Municipal enviam e-mail à Redação do RC

Confira abaixo a íntegra do e-mail enviado para a Redação do Repórter Coragem. Nela, os herdeiros da área em frente ao Mercado Municipal contam que passam “por necessidades” por não poderem usufruir do local.Reviravolta em terreno em frente ao mercadão (2)

Confiram todo o texto, que conta a história da propriedade.

Venho por meio deste e-mail pedir ajuda. Meu nome é Sebastiana Etelvina da Natividade, sou umas das herdeiras de Manoel Etelvina, o fundador de Teixeira de Freitas, na Bahia. Meu pai faleceu quando eu tinha 7 anos de idade. Ele deixou muitas coisas que hoje se encontram em cima de bancos, igrejas, escola. O principal é o mercadão, entre outras coisas. Minha mãe, sem estudo, entregou os documentos das terras nas mãos de um advogado, Dr. Teodoro. Foi pedido meu tio que pudesse colocar a feira por 15 dias e lá esta até hoje, desde a década de 70. Queríamos colocar uma barraca na feira para sobreviver, mas fomos impedidos de trabalhar em cima do que é nosso. Minha mãe, desesperada, vendo as dificuldades chegando, sem termos o que comer, entrou em contato com um cunhado que morava em Vitória/ES. Ele veio conosco morar aqui em busca de uma  vida melhor, ficando, assim nossas propriedades por conta de estranhos. Ao chega do Espírito Santo, passamos muitas dificuldade, sendo obrigadas a trabalhar muito cedo para  ajudar minha mãe nas despesas de casa; isso quando tínhamos o que comer. Passamos até fome. Muitos anos depois veio o marido da minha prima, sobrinha da minha mãe, por nome de Aristóteles Raimundo da Silva, que, se passando por uma pessoa boa, solicitou a minha mãe Anna Natividade Conceição, que hoje se encontra com 89 anos e muito doente, que passasse uma procuração dando plenos  poderes de venda. O pior. Minha mãe não tinha ideia do quanto isso representava. Mais anos se passaram sem que tivesse notícia da Bahia, e ele só dizendo que estava  resolvendo. Ficamos sabendo por meio de uma manifestação que houve que ele já havia vendido a área onde é a feira e vários terrenos, recebido por eles e nos aqui passando fome.  O procurador Aristóteles Raimundo da Silva e o Dr. Eduardo Alves Franco venderam um terreno por 1.100,000,00 reais , querendo passar para nós somente 100 mil reais para dividir entre os herdeiros . Como não aceitamos; ficamos sem nada. As nossas terras são documentas, mas como somos pessoas sem instrução, os advogados eram contratados pelo procurador Aristóteles. Não podemos ir à Bahia porque estamos sem condições. Dizem que já não temos nada, desfrutam dos nossos bens e nós aqui sem nada. Estamos cansados de tanto esperar e  sofrer. Espero resolver isso mais breve possível, já que tenho dois irmãos mortos sem eles terem visto a cor do dinheiro. Esperamos que o atual prefeito não faça com os anteriores que a todo custo, usando do poder e influência nos tribunais, ficaram com o que nos pertence sem pagar nada pra nós. Aqui no Estado do Espírito Santo, onde moramos, o governo tira o povo de suas casas para construir pontes e viadutos, mas pagam muito caro aos moradores. Será que o governo pode tomar seus bens sem indenizar os legítimos donos? Será que na Bahia não existe justiça? Nosso advogado tem feito de tudo para tentar reaver o que é nosso, já processou até o juiz que deu a causa ao advogado Eduardo e ao procurador Aristóteles. Já fomos ouvidos na delegacia de Teixeira de Freitas, mas, até o momento, o delegado nunca intimou o advogado Eduardo Alves e os outros estelionatários para prestar esclarecimentos. Como pode?


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