Herdeiros de área em frente ao Mercado Municipal enviam e-mail à Redação do RC; sem dinheiro no ES, sofre por não poder usufruir o que tem na BA
Herdeiros de área em frente ao Mercado Municipal enviam e-mail à Redação do RC
Confira abaixo a íntegra do e-mail enviado para a Redação do Repórter Coragem. Nela, os herdeiros da área em frente ao Mercado Municipal contam que passam “por necessidades” por não poderem usufruir do local.
Confiram todo o texto, que conta a história da propriedade.
Venho por meio deste e-mail pedir ajuda. Meu nome é Sebastiana Etelvina da Natividade, sou umas das herdeiras de Manoel Etelvina, o fundador de Teixeira de Freitas, na Bahia. Meu pai faleceu quando eu tinha 7 anos de idade. Ele deixou muitas coisas que hoje se encontram em cima de bancos, igrejas, escola. O principal é o mercadão, entre outras coisas. Minha mãe, sem estudo, entregou os documentos das terras nas mãos de um advogado, Dr. Teodoro. Foi pedido meu tio que pudesse colocar a feira por 15 dias e lá esta até hoje, desde a década de 70. Queríamos colocar uma barraca na feira para sobreviver, mas fomos impedidos de trabalhar em cima do que é nosso. Minha mãe, desesperada, vendo as dificuldades chegando, sem termos o que comer, entrou em contato com um cunhado que morava em Vitória/ES. Ele veio conosco morar aqui em busca de uma vida melhor, ficando, assim nossas propriedades por conta de estranhos. Ao chega do Espírito Santo, passamos muitas dificuldade, sendo obrigadas a trabalhar muito cedo para ajudar minha mãe nas despesas de casa; isso quando tínhamos o que comer. Passamos até fome. Muitos anos depois veio o marido da minha prima, sobrinha da minha mãe, por nome de Aristóteles Raimundo da Silva, que, se passando por uma pessoa boa, solicitou a minha mãe Anna Natividade Conceição, que hoje se encontra com 89 anos e muito doente, que passasse uma procuração dando plenos poderes de venda. O pior. Minha mãe não tinha ideia do quanto isso representava. Mais anos se passaram sem que tivesse notícia da Bahia, e ele só dizendo que estava resolvendo. Ficamos sabendo por meio de uma manifestação que houve que ele já havia vendido a área onde é a feira e vários terrenos, recebido por eles e nos aqui passando fome. O procurador Aristóteles Raimundo da Silva e o Dr. Eduardo Alves Franco venderam um terreno por 1.100,000,00 reais , querendo passar para nós somente 100 mil reais para dividir entre os herdeiros . Como não aceitamos; ficamos sem nada. As nossas terras são documentas, mas como somos pessoas sem instrução, os advogados eram contratados pelo procurador Aristóteles. Não podemos ir à Bahia porque estamos sem condições. Dizem que já não temos nada, desfrutam dos nossos bens e nós aqui sem nada. Estamos cansados de tanto esperar e sofrer. Espero resolver isso mais breve possível, já que tenho dois irmãos mortos sem eles terem visto a cor do dinheiro. Esperamos que o atual prefeito não faça com os anteriores que a todo custo, usando do poder e influência nos tribunais, ficaram com o que nos pertence sem pagar nada pra nós. Aqui no Estado do Espírito Santo, onde moramos, o governo tira o povo de suas casas para construir pontes e viadutos, mas pagam muito caro aos moradores. Será que o governo pode tomar seus bens sem indenizar os legítimos donos? Será que na Bahia não existe justiça? Nosso advogado tem feito de tudo para tentar reaver o que é nosso, já processou até o juiz que deu a causa ao advogado Eduardo e ao procurador Aristóteles. Já fomos ouvidos na delegacia de Teixeira de Freitas, mas, até o momento, o delegado nunca intimou o advogado Eduardo Alves e os outros estelionatários para prestar esclarecimentos. Como pode?