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Justiça oficializa o primeiro casamento civil entre pessoas do mesmo sexo em Teixeira de Freitas

17/06/2013 - 16h10

Na manhã de sexta-feira, 14 junho, o cartório em Teixeira de Freitas realizou o primeiro casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo.Lanúzia Stancine Campana e Cristina Gonçalves Westphal e o juiz Marcus Aurélius

A cerimônia de oficialização de Lanúzia Stancine Campana e Cristina Gonçalves Westphal foi dirigida pelo juiz Marcus Aurelius Sampaio, acompanhado dos padrinhos.

“Isso é a realização de um sonho, pois o amor e o respeito são as principais virtudes que nos motivou a oficializar a nossa união, pois somos felizes, nos amamos, respeitamos e isso basta”, ressaltou Cristina.

“Cristina e eu tivemos muita determinação, porque as pessoas do mesmo sexo, às vezes, não têm essa coragem, ficam acanhados com o que as pessoas vão pensar, isso é algo normal, por mais que exista o preconceito, não adianta, porque quem poderia cobrar algo de nós é o Todo-Poderoso e ele não quer o nosso mal. Então, quem tiver a necessidade de ser liberal, se descobrindo, saia do armário, porque sendo assim, você se conhece, encontra o seu objetivo e descobre a felicidade”, concluiu Lanúzia.Lanúzia Stancine Campana e Cristina Gonçalves Westphal e o juiz Marcus Aurélius 2

O magistrado Marcus Aurelius Sampaio ponderou que as pessoas que queiram oficializar o casamento civil, devem procurar o cartório, munidos de todos os documentos e duas testemunhas.Lanúzia Stancine Campana e Cristina Gonçalves Westphal ao lado de amigos

Um dos padrinhos ponderou sobre o casamento e discorreu sobre o casal.

“Sou amigo delas, são pessoas maravilhosas, se amam, difícil encontrar em um casal comum tanto amor, desejo felicidades e acredito que elas quebraram um tabu, estou muito feliz por elas.”Lanúzia Stancine Campana e Cristina Gonçalves Westphal

Lanúzia Stancine Campana e Cristina Gonçalves Westphal são casadas no civil, através da comunhão parcial de bens.

Essa união só foi possível, após a determinação em lei aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, consequentemente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) obrigou os cartórios a efetivar a união civil do mesmo sexo.

Fonte Sul Bahia News


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