Política

Paulinho de Tixa constrói cemitério milionário em Mucuri

06/07/2013 - 15h12

É algo comum em municípios do Brasil, uma prefeitura armar criminosamente uma licitação avaliada em determinados preços, posteriormente elevar esse valor duas, três, até quatros vezes, além do valor normal. Esse crime é conhecido como improbidade administrativa, além dele, quando acontece esse tipo de ação, existe o de formação de quadrilha. No congresso nacional, está tramitando um projeto de emenda constitucional (PEC) que efetiva essas práticas como crime hediondo, dando assim a oportunidade do povo enxergar esses “ladrões do dinheiro público” na cadeia.

Cemiterio Mucuri (3)Não muito distante dessa realidade, a prefeitura de Mucuri, no extremo sul do estado da Bahia, através da administração do prefeito Paulinho de Tixa (PDT) resolveu realizar uma obra em benefício à população, especificamente aqueles que completaram o ciclo da vida e partem ao descanso e juízo eterno, os falecidos.

Para entender a história, não poderíamos deixar fora, o ato louvável da empresa FIBRIA Celulose que doou o terreno para construção de um cemitério no município de Mucuri, para a prefeitura ficou apenas a parte estrutural que é o muro, calçada e portão. Uma vez que a energia e encanação da água pertenceriam às empresas Coelba e Embasa.

Cemiterio Mucuri (1)As obras estruturais foram concretizadas pela Construtora Ferrazo Ltda inscrita no CNPJ nº 09.263.495/0001-16. Segundo dados da empresa, seu endereço está localizado na Avenida Presidente Costa e Silva no Bairro Novo Horizonte no município de Linhares/ES. O  custo da construção através da prefeitura foi de R$202.446,87 (Duzentos e dois mil, quatrocentos e quarenta e seis reais e oitenta e sete centavos). Um valor exorbitante para alguns especialistas da área de construção civil.

Cemiterio Mucuri (4)A câmara de vereadores não pronunciou sobre o assunto, existe no município a sustentação da inexistência de oposição no legislativo.

Cemiterio Mucuri (2)O PORTALN3 teve acesso às documentações que comprovam o gasto fora do comum pelo gestor, agora, caberá ao Ministério Público averiguar a ocorrência. Se existiu superfaturamento da obra, não podemos afirmar, mas para os munícipes vivos, existe a impressão de anomalia dos recursos públicos. O PORTALN3 adentrou ao município e espera a resposta do poder judiciário.

Fonte: Portal N3


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