Política

Marcílio Goulart derrubou secretaria de Educação Isabel Cristina para tentar colocar seu cunhado Ramiro Guedes em seu lugar

06/07/2013 - 19h07
Cristina Nogueira Mota

Continua repercutindo a possível saída da secretária de Educação, Isabel Cristina Nogueira Mota, da titularidade da pasta. A notícia causou insatisfação nos professores e demais profissionais de educação do município, haja vista que seu carisma entre os colegas de trabalho, aliado a sua competência, era muito benquisto.

Desde o anúncio da possível saída da secretária, fato ocorrido na última quarta-feira, 3 de julho, que parece ter morrido uma pessoa na sede da Secretaria, professores e profissionais de educação chegaram a ensaiar um manifesto pela permanência dela.

Nossa reportagem tentou ouvir a secretária, para que ela pudesse dizer qual o real motivo de sua saída, porém, fomos informados que Isabel estaria viajando para visitar familiares em sua terra natal no Piauí.Marcílio Goulart

Ouvindo diversos profissionais de educação e pessoas ligadas a Secretaria, descobrimos os motivos. O principal seria uma interferência do chefe de gabinete, Marcílio Goulart, na Pasta; ele teria demitido o braço direito da secretária sem sua permissão.

Tentamos descobrir o porquê da demissão feita por Marcílio e ficamos sabendo que tudo começou quando ele ordenou algo que vai contra os princípios de Isabel e do seu braço direito, que não teria aceitado fazer o que o chefe de gabinete mandou.

Quem teria negociado diretamente com Marcílio, o que ele teria proposto, seria justamente a pessoa que é tida como peça fundamental para secretária frente à Pasta, por isso, para não expor o nome dessa pessoa estamos lhe chamando de “braço direito”, ao recusar a proposta de Marcílio, os dois acabaram discutindo, o que levou Marcílio a demitir a pessoa sem a anuência de Isabel.

Ao saber da saída de seu braço direito, a secretaria teria se revoltado e ameaçado entregar o cargo, e, como a decisão de Marcílio, que hoje é uma espécie de José Dirceu na administração João Bosco, do PT, parece ter sido em caráter irrevogável, ela irá mesmo sair.

Diante desses fatos, a secretária chegou a fazer sua carta de demissão, para que já viajasse ao Piauí depois de deixar a Pasta, no entanto, o prefeito estava viajando e isso fez com que ela não oficializasse o pedido, pois, faria questão de entregar a carta em mãos ao prefeito, o que deve fazer ao retornar do Piauí.

Nossa reportagem também descobriu qual seria o interesse de Marcílio Goulart na demissão de Isabel: o chefe de gabinete queria colocar na secretaria seu cunhado Ramiro Guedes, que hoje é diretor de cultura do município.

Caso se concretize a nomeação de Ramiro Guedes para Secretaria de Educação, pode se caracterizar crime de nepotismo, uma vez que, o mesmo é casado com a irmã de Marcílio, o que pela lei de nepotismo inviabiliza sua contratação; na verdade, nem a Pasta de Cultura Ramiro deveria ocupar.

A lei de nepotismo teria sido aprovada em Teixeira de Freitas no primeiro ano da administração de Apparecido Rodrigues Staut, que seguiu uma lei federal e tornou a contratação de parentes em até segundo grau inviável no município.

A tentativa de pôr Ramiro Guedes como secretário seria uma manobra de Marcílio, que comprou uma queda de braço com o vereador Edinaldo Rezende, para demitir a secretária e mostrar quem manda no governo João Bosco Bittencourt.

Edinaldo Rezende é o único remanescente da legislatura passada, quando dos 11 vereadores apenas ele conseguiu se reeleger, sua participação no processo de articulação foi fundamental para eleição de João Bosco, já sua única recompensa seria a Secretaria de Educação, que ele escolheu a professora Isabel Cristina Nogueira Mota para comandar.

Resta agora saber se o vereador vai aceitar perder a Secretaria para Marcílio, fato que o deixaria fraco dentro do grupo petista, isso pode também significar um racha dentro do próprio grupo que comanda a prefeitura.


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