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Termina hoje (28/8) o contrato entre o município de Teixeira de Freitas e Viação Santa Clara

28/08/2013 - 12h34
Santa Clara irrregular

O contrato de concessão para exploração do transporte coletivo municipal firmado entre a empresa Santa Clara e a Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas chegou ao fim nesta quarta-feira, 28 de agosto. Assim, mantendo seus serviços em funcionamento, a empresa passará a atuar de forma irregular. Até agora, ninguém da prefeitura se pronunciou sobre o assunto. O contrato fora assinado em 28 de agosto de 1998, com validade de 15 anos.Contrato Santa ClaraContrato Santa Clara 2Contrato Santa Clara 3Contrato Santa Clara 4Contrato Santa Clara 5Contrato Santa Clara 6

O fim deste contrato seria uma ótima oportunidade de o município abrir a concorrência para que outras empresas de ônibus pudessem também explorar o transporte público urbano. Desta forma, a população usufruir de um serviço melhor e com um preço mais justo, haja vista que o usuário do transporte coletivo municipal em Teixeira de Freitas paga R$ 2 por uma passagem que lhe dá direito a andar no máximo 8 km, o que torna a passagem uma das mais caras do Brasil.

Recentemente, a empresa teria mandado divulgar uma nota dizendo que o município não suportaria mais que uma empresa de ônibus; o que não é verdade. Porto Seguro tem cerca de 50 mil habitantes a menos que Teixeira e possui três empresas de transporte coletivo municipal.

Além disso, o que é feito pela Santa Clara está longe de ser o ideal, haja vista que a empresa faz o serviço em linha reta, o que dificulta a vida dos usuários. A abertura de concorrência poderia fazer com que ao invés de pegar um ônibus no Nova América para o Liberdade, o usuário pudesse pegar um Nova América ao Centro e outro Centro ao Liberdade, isso sem contar nos inúmeros bairros que não dispõem do serviço, e outras empresas poderiam oferecer.

Frota Santa Clara irregularA Santa Clara também só possui permissão para explorar quatro linhas: Emarc/São Lourenço, Nova América/Tancredo Neves, Jerusalém/Teixeirinha e Pioneiro/Ipiranga, das quais, algumas nem existem mais, outras vêm sendo exploradas de forma irregular, uma vez que não há permissão no contrato para que o serviço seja explorado.

Com o fim do contrato, há duas possibilidades para Teixeira de Freitas, agora, sob a responsabilidade do prefeito João Bosco Bittencourt – uma seria a renovação do contrato, outra a abertura de um processo licitatório, que poderia abrir concorrência para outras empresas. Resta saber se João Bosco quer ou não abrir concorrência para o serviço.

Por Jotta Mendes/Repórter Coragem


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