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Professora Brasília acusa o prefeito João Bosco de faltar com a verdade

04/09/2013 - 09h45
Professora Brasília em entrevista a Franedir Gois

A presidente da APLB – Sindicato dos Professores, Francisca Brasília Marques, acusou o prefeito João Bosco de não cumprir os compromissos assumidos e ter faltado com a verdade.

No final do mandato do padre a educação teria, segundo ela, R$ 4,3 milhões em caixa. Quando a professora Cristina saiu da Secretaria existiam R$ 9 milhões. Ela questiona aonde foi parar este dinheiro se o prefeito quer agora cortar despesas para economizar R$ 6 milhões por ano para investimentos, somente para passar a ideia de austeridade.

Ainda segundo Brasília, quando João Bosco recebeu o governo do padre Apparecido a folha de pagamento comprometia apenas 53% da receita, quando ele assumiu inchou a folha e o índice chegou a 72%, o que é proibido, porque o máximo permitido por Lei é 54%.

A reposição salarial somente agora saiu, mas, o rateio do Fundeb, R$ 1,5 milhão, não, sendo que já tinha feito o acordo para o pagamento. O prefeito encerra o diálogo através de uma carta aberta e informa que não vai pagar o rateio e que o dinheiro será utilizado para reforma de escolas.

A presidente da APLB disparou que a educação não pode pagar por uma administração irresponsável e autoritária e que “iremos ser penalizados devido à escolha política do prefeito. A educação está tomando outro rumo e a classe votou em João Bosco pensando que ele tivesse outra postura. Saiu da direção da pasta uma educadora e assumiu uma pessoa fora da realidade e que está dando outra dimensão à Secretaria sem existir diálogo, refletindo na ameaça que os professores estão recebendo”.

Continuando, a professora afirma que Teixeira está sendo governada por pessoas do PT, vindas de fora, e que é prática do partido não ter diálogo e faltar com a palavra.

“O compromisso deles não sai do discurso. Porém, a situação da educação é emergencial e não pode esperar. Queremos fazer um chamamento para que a sociedade tome conhecimento de que a educação está entregue as baratas. Dinheiro o município recebe, está sendo mal administrado. O Ministério Público e a Câmara de Vereadores precisam acompanhar a aplicação dos recursos, pois não tem agido nesse sentido”, finalizou Brasília.

Por Dilvan Coelho


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